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A AFCP (Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco) se posicionou hoje,03, em resposta à acusação do deputado João Paulo (PCdoB) que atacou o agronegócio, acusando-o de “provocar fome e miséria”, durante um discurso na Alepe (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco), na última quinta-feira (29).

“Não podemos e nem aceitaremos ser acusados de setor tóxico que contribui para a fome e destruição ambiental”, responde Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de PE (AFCP).

A entidade, que representa 7,1 mil agricultores do segmento canavieiro, refuta a fala do deputado em todos os aspectos apontados e o orienta a conhecer melhor a realidade, iniciando pelo seu estado.

De acordo com a entidade, a cana-de-açúcar é muito importante para a Zona da Mata do Estado, onde 97% de agricultores familiares têm auxiliado na oferta de milhares de empregos e impostos, gerando renda e riquezas, além da produção de alimento e energia para dentro e fora do Brasil, e mais álcool 70º para o combate ao Coronavírus.

“Só no ano passado, a usina que presido, a Coaf em Timbaúba, doou mais de 12 mil litros às prefeituras, governo estadual, hospitais e quartéis da PM e bombeiros e outros espaços públicos”, adicionou Andrade Lima.

Uso de Defensivos

De acordo com a AFCP, o parlamentar também demonstrou desconhecimento técnico e legal sobre o uso de defensivos agrícolas, o qual também criticou durante Assembleia.

“A nossa entidade, por sinal, desenvolve um trabalho reconhecido junto aos 7,1 mil canavieiros sócios no sentido de qualificar inclusive todos os profissionais que aplicam tais produtos aprovados pela Adagro e órgãos de vigilância nacional. A formação permanente tem como objetivo garantir o uso legal, correto e seguro para todos os trabalhadores envolvidos e seus familiares, como também a natureza”, destaca Lima.

Além do combate com defensivos agrícolas, a AFCP também investe no controle biológico de pragas nos canaviais. Há anos, a entidade montou seu próprio laboratório, no Recife, para a produção de um fungo-verde, cientificamente chamado de Metarhizium Anisopliae para o controle da cigarrinha, esta costuma atacar bastante neste período do ano. O fungo é distribuído gratuitamente para todos os 7,1 mil canavieiros sócios e assim reduz biologicamente a praga na cana e eleva sua produção de açúcar.

“Além disso, o segmento canavieiro tem sido a vanguarda da proteção ambiental no Brasil, estando enquadrado no que tem de mais avançado hoje para a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas globais. O setor responde por grande absorção de CO² da atmosfera, tendo sido reconhecido pelo RenovaBio (Lei Nacional dos Biocombustíveis de 2017), esta que é uma das legislações ambientais mais modernas do mundo neste quesito. Portanto, exigimos respeito e que possamos trabalhar junto pelo progresso de Pernambuco”, conclui Lima.

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