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Coruripe fecha maio com queda na moagem e etanol, mas mantém guidance otimista para a safra 2025/26

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A Usina Coruripe fechou o mês de maio com queda generalizada em seus principais indicadores operacionais, refletindo um início de safra 2025/26 desafiador. O volume de cana-de-açúcar processado no acumulado até maio somou 2,547 milhões de toneladas, recuo de 20% em relação ao mesmo período da safra passada, quando a companhia moeu até o período 3.183 milhões de t. A redução atingiu tanto a cana própria quanto a fornecida por terceiros, além de vir acompanhada de piora nos índices de produtividade agrícola. Os dados foram divulgados pela companhia em junho e são referentes ao acumulado da safra até o mês de maio.

A tonelada de cana por hectare caiu de 88,25 para 75,48 t/ha, enquanto o ATR médio da matéria-prima também cedeu, de 118,12 para 117,39 kg/t. O impacto foi direto na produção industrial: a fabricação de etanol total recuou 35,8%, somando 52,5 mil m³, com destaque para a forte queda no hidratado. A produção de açúcar também foi afetada, com retração de 11,4%, somando 3,83 milhões de sacas no período.

Mesmo diante da menor oferta de matéria-prima e produtividade, a companhia conseguiu elevar a receita bruta em 5,1%, totalizando R$ 534 milhões. O resultado foi puxado principalmente pelo etanol hidratado, que teve crescimento de mais de 40% na receita, beneficiado pela valorização dos preços — o preço do metro cúbico passou de R$ 2.768 para R$ 3.241. Já o açúcar cristal teve queda de quase 28% na receita, influenciado pela redução de produção e preços.

No entanto, o desempenho financeiro ainda reflete os desafios do período. A Coruripe registrou prejuízo líquido de R$ 98,7 milhões até maio, mais do que o dobro do resultado negativo no mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado, por outro lado, avançou 31,6%, alcançando R$ 152 milhões, com margem de 30,1%, indicando melhora operacional mesmo diante de menor volume processado.

A companhia encerrou maio com dívida líquida de R$ 3,75 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período anterior. A relação dívida líquida/EBITDA se manteve relativamente estável, passando de 1,67 para 1,68.

Projeção otimista

Mesmo diante dos desafios iniciais, a Coruripe manteve projeções otimistas para o fechamento da safra. , a Coruripe manteve suas projeções para a safra 2025/26. A empresa espera moer 15,65 milhões de toneladas de cana, com crescimento de 12,1% na cana própria. A produção de açúcar total deve aumentar 5,9%, impulsionada pelo VHP e pelo açúcar cristal. Já o etanol deve registrar queda próxima de 19%, concentrada no tipo hidratado, cuja projeção de produção caiu mais de 30%.

A receita bruta anual deve totalizar R$ 4,8 bilhões, com EBITDA ajustado estimado em R$ 1,94 bilhão, número praticamente estável em relação à safra anterior. A companhia também projeta avanço na eficiência industrial e continuidade na estratégia de valorização dos subprodutos.

Premiada recentemente em categorias como sustentabilidade, gestão e inovação, a Coruripe mantém sua aposta no ganho de eficiência e na diversificação como caminho para atravessar a safra 2025/26 com resiliência, mesmo diante de um cenário climático e de mercado mais desafiador.

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