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AFCP reúne-se com entidades ambientais para licenciamento para plantio de cana em PE

O grande desafio que se desenha para usinas e produtores de cana é como recuperar a produtividade sem a garantia de que até maio, período importante para o desenvolvimento da cana e para as áreas de plantio, teremos chuvas regulares. (Foto: Natália Cherubin)
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Nesta quinta-feira (2), a Associação dos Fornecedores de Cana (AFCP) se reuniu com a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas), Ana Luiza, a fim de continuar promovendo os resultados socioeconômicos para o Estado através da produção de cana e de modo ambientalmente correto. Com a presença do presidente da CPRH, Anchieta Santos, a entidade defendeu os encaminhamentos para garantir o licenciamento da atividade agrícola, em específico do plantio de cana dos 8 mil associados da AFCP.

Pedro Ermírio, superintendente do Banco do Nordeste, participou do encontro. A instituição bancária aguarda inclusive tais trâmites para poder garantir os investimentos nos canaviais dos associados da AFCP. A liberação de financiamentos precisa atender tais requisitos ambientais.

A Semas e a CPRH estão buscando agilizar este processo. A secretaria e o presidente, respectivamente, estão empenhados em formatar meios onde facilitem a metodologia de enquadramento da atividade canavieira no Estado. “A iniciativa tem buscado instrumentos  de comando e controles ambientais vigentes com o objetivo de que cada canavieiro atenda a requisitos legais e assim a exigências junto ao BNB e aos demais bancos no momento dos empréstimos”, diz Jeruza Cavalcanti, assessora aambiental da AFCP.

Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP, defendeu o licenciamento simplificado para a cana de açúcar por parte desses órgãos ambientais. Ele lembrou da realidade do setor, em especial a elevada distribuição espacial das propriedades dentro do estado, na Zona da Mata norte e sul, como também da dificuldade pelo grande quantitativo de fornecedores de cana em realizar o licenciamento ambiental, diante das dificuldades de isolamento das propriedades rurais e os mesmos terem que se deslocar a locais onde possa realizar o mesmo.

“Nossa atividade canavieira, uma das principais do PIB de Pernambuco, aguarda o licenciamento ambiental e as formas de simplificação o quanto antes”, reforçou Paulo Tapety, vice-presidente e diretor técnico da AFCP.

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