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Alta do dólar e maior produção no Brasil pressionam preços do açúcar

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Os preços do açúcar encerraram a segunda-feira, 30, em queda, revertendo os ganhos observados no início do dia, diante da valorização do dólar e da pressão adicional vinda do aumento da produção no Brasil.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio caiu 0,21 centavo de dólar, ou 1,3%, a 15,55 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido anteriormente uma máxima de cinco meses, de 16,10 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 1,4%, a US$ 452,30 a tonelada.

O movimento foi influenciado pela alta do índice do dólar, que atingiu o maior nível em cerca de 10 meses e meio, desencadeando liquidação de posições nos contratos futuros da commodity. Ao mesmo tempo, o mercado ainda repercute o avanço da produção brasileira, com usinas direcionando maior volume de cana para a fabricação de açúcar em detrimento do etanol.

Dados divulgados na última sexta-feira, pela UNICA mostram que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 — entre outubro e a primeira quinzena de março — alcançou 40,25 milhões de toneladas, alta de 0,7% na comparação anual. No período, o mix açucareiro subiu para 50,61%, ante 48,08% no ciclo anterior.

Apesar da queda ao longo do dia, os preços chegaram a operar em alta nas primeiras negociações. Em Nova York, o açúcar atingiu o maior patamar em cinco meses e meio, enquanto em Londres os contratos chegaram ao nível mais elevado em seis meses, impulsionados pela valorização do petróleo.

O avanço do petróleo, que subiu mais de 3% no dia, tende a fortalecer os preços do etanol, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a aumentarem a produção do biocombustível e, consequentemente, limitar a oferta de açúcar.

Outro fator que segue oferecendo suporte ao mercado é a disrupção no comércio global provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo a Covrig Analytics, a interrupção reduziu cerca de 6% do comércio global de açúcar, restringindo especialmente a produção de açúcar refinado.

O cenário combina, portanto, forças opostas: de um lado, a pressão vinda da valorização do dólar e do aumento da produção no Brasil; de outro, o suporte de fatores externos, como o petróleo em alta e as restrições logísticas no comércio internacional.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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