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Alta do petróleo impulsiona preços do açúcar, apesar de projeções de superávit global

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Os futuros do açúcar bruto com vencimento em maio subiram até 3% durante o pregão na bolsa ICE nesta segunda-feira, 02, fechando posteriormente com alta de 0,1%, a 13,91 centavos de dólar por libra-peso. Já os futuros mais próximos do açúcar branco fecharam em alta de US$ 5,90, ou 1,4%, a US$ 413,60 por tonelada, após terem subido mais de 3% anteriormente.

Os preços do açúcar encerraram a segunda-feira em alta, impulsionados pela forte valorização do petróleo bruto. O WTI (CLJ26) disparou mais de 6%, atingindo o maior nível em 8,25 meses. A alta do petróleo favorece os preços do etanol e pode levar os maiores produtores mundiais de açúcar a direcionarem uma parcela maior da moagem da cana para a produção de etanol, em vez de açúcar, reduzindo assim a oferta do adoçante no mercado.

Na última sexta-feira, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou um superávit de 1,22 MMT em 2025/26, abaixo da estimativa anterior de 1,63 MMT. O resultado sucede um déficit de 3,46 MMT registrado em 2024/25. Segundo a entidade, o superávit é impulsionado pelo aumento da produção na Índia, Tailândia e Paquistão. A ISO prevê ainda uma alta anual de 3% na produção global de açúcar, para 181,3 milhões de toneladas métricas em 2025/26.

Por outro lado, sinais de menor produção no Brasil dão suporte aos preços. Em 18 de fevereiro, a Unica informou que a produção de açúcar na região Centro-Sul na segunda quinzena de janeiro caiu 36% na comparação anual, para apenas 5 mil toneladas métricas. Ainda assim, a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 até janeiro registra alta de 0,9% na comparação anual, totalizando 40,24 MMT.

Além disso, a proporção de cana destinada à produção de açúcar aumentou para 50,74% em 2025/26, ante 48,14% na safra 2024/25.

Segundo a Reuters, os preços mundiais do petróleo e do gás natural estão em alta, uma vez que o conflito no Irã força o fechamento de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio e interrompe o transporte marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.

O mercado de açúcar teme que a Petrobras, estatal brasileira de petróleo, possa elevar os preços internos da gasolina como consequência desse cenário, afirmou um consultor veterano da indústria açucareira. Ele acrescentou que também há preocupações de que o conflito limite a capacidade das refinarias de açúcar na região do Golfo de importar açúcar bruto para processamento e posterior reexportação aos países vizinhos.

Dubai abriga a maior refinaria de açúcar do mundo, a Al Khaleej, que adquire grandes volumes de açúcar bruto do Brasil, refina o produto e o vende para países árabes da região. As embarcações utilizam o Estreito de Ormuz para acessar a refinaria.

Com informações da Barchart e Reuters

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