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BlackRock torna-se acionista relevante da Raízen em meio a processo de venda de ativos bilionário

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A Raízen, maior grupo sucroenergético do Brasil, comunicou ao mercado que a gestora global BlackRock passou a deter participação acionária relevante na companhia. Conforme comunicado divulgado em 1º de agosto de 2025, a BlackRock administra 68.920.814 ações preferenciais da Raízen, o equivalente a cerca de 5,07% do total dessas ações emitidas pela empresa.

Além disso, a gestora detém 2.783.869 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais, com liquidação financeira, representando aproximadamente 0,21% do total desses papéis. Esses instrumentos são contratos financeiros que permitem exposição ao valor das ações sem a posse direta, algo comum em grandes operações de investimento.

Desde a divulgação dos resultados operacionais do segundo trimestre de 2025, em 24 de julho, as ações da Raízen caíram 7,95%, levando a uma perda de valor de mercado de R$ 1,2 bilhão, segundo dados do Valor Data, divulgados em recente reportagem da Globo Rural. No acumulado do ano, a companhia já registrou uma desvalorização de R$ 8 bilhões em seu valor de mercado.

Para fortalecer seu caixa e focar em seu core business, a Raízen tem realizado um processo acelerado de venda de ativos. Em meados de julho, a empresa finalizou a venda dos canaviais que abasteciam a usina Santa Elisa por R$ 1,05 bilhão. Também vendeu 55 usinas de geração distribuída à Thopen Energia e ao Grupo Gera por R$ 600 milhões.

Anteriormente, a companhia havia vendido suas plantas de energia fotovoltaica por R$ 475 milhões e os canaviais que abasteciam a usina MB à Usina Alta Mogiana por mais de R$ 380 milhões — valores que já integraram o caixa durante a safra passada.

A Raízen ainda mantém outros ativos à venda, incluindo usinas e negócios no segmento de combustíveis na Argentina, além do setor de combustíveis de aviação. O sucesso dessas transações é considerado fundamental para a geração de caixa na safra atual.

Em relatório recente, o Bank of America (BofA) estimou que, caso não consiga realizar mais vendas de ativos, a empresa pode enfrentar uma queima de caixa de até R$ 2,3 bilhões na safra. Por outro lado, se vender todos os ativos planejados, a Raízen poderia levantar entre US$ 10 bilhões e US$ 17 bilhões — sendo o negócio de distribuição de combustíveis na Argentina o mais valioso, mas também o de maior custo de capital, estimado em 27,4% pelo BofA.

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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