Home Últimas Notícias BNDES apoia produção de biogás em usina de Goiás
Últimas Notícias

BNDES apoia produção de biogás em usina de Goiás

Foto/Albioma
Compartilhar

A operação, no valor de até R$ 11,8 milhões, vai aumentar a geração do biogás a partir da utilização da vinhaça

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai conceder financiamento suplementar para a empresa Albioma Codora Energia implantar uma linha de produção de biogás na usina de cogeração de Goianésia, GO. A operação de suplementação, no valor de até R$ 11,8 milhões, juntamente com o financiamento original, de R$ 13,3 milhões, vai aumentar a geração do biogás a partir da utilização da vinhaça, que é o produto proveniente do licor de fermentação do etanol de cana-de-açúcar.

Com o início das operações em 2011 no estado de Goiás, a usina de cogeração Codora Energia está em anexo a uma destilaria pertencente ao grupo Jalles Machado, o segundo maior produtor mundial de açúcar orgânico. Em 2015, ao ter 65% do capital adquirido pela Albioma, possuía uma capacidade instalada de 48 MW, o que lhe permitia exportar 98 GWh por ano na rede elétrica. Em 2018, a inclusão de uma terceira turbina a vapor aumentou essa capacidade para 68 MW.

A modernização da usina ocorre no âmbito do Finem Fundo Clima, com os recursos do Banco representando 83% do investimento total do projeto (R$ 30,4 milhões).

Com o projeto, a vinhaça passa a ser mais um insumo para a geração de energia. A expectativa é que o projeto incremente a exportação de energia na usina de Goianésia em 22 GWh, devendo a produção total chegar a 200 GWh sem aumento da capacidade instalada. A energia suplementar será destinada aos mercados regulado e livre.

A produção de eletricidade e biometano é considerada energia limpa, pois reduz a emissão do metano orgânico e do gás carbônico na atmosfera. O baixo impacto climático torna lucrativa a atividade de processar resíduos. O biometano emite 85% menos gases de efeito estufa do que o diesel, por exemplo. Isso faz com que esse biocombustível tenha uma das menores pegadas de carbono, o que o posiciona como um produto importante na nova matriz energética sustentável.

A operação financiada pelo BNDES contempla serviços técnicos especializados, obras civis e instalações. De acordo com o BNDES, serão realizadas ações como terraplanagem, escavação de tanques para vinhaça, construção de prédio, arruamento e bases para instalações. Os equipamentos, por sua vez, incluem bombas de abastecimento e recirculação, secador, queimador de biogás, itens de laboratório, flare, separador de espuma, válvulas dentre outros.

Natália Cherubin com informações do BNDES
Compartilhar

Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
DestaqueÚltimas Notícias

Atvos lança primeira planta de etanol de milho

Unidade Santa Luzia, em Mato Grosso do Sul, reunirá produção de etanol...

Últimas Notícias

EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

Usinas americanas produzem menos diesel renovável do que o necessário para cumprir...

Últimas Notícias

Prevenção e conscientização ajudam usinas a reduzir ocorrências de incêndios em canaviais em Goiás

Rubi S.A. e CRV Industrial intensificam ações educativas contra incêndios, investem em...

Últimas Notícias

Brasbio inicia testes da primeira usina de etanol de milho e sorgo do Piauí

Acendimento da caldeira marca avanço da implantação da unidade em Uruçuí, que...