Home Últimas Notícias Boeing inaugura centro de tecnologia e incentiva conexão com biocombustíveis
Últimas Notícias

Boeing inaugura centro de tecnologia e incentiva conexão com biocombustíveis

Crédito: Getty Images/iStockphoto Direitos autorais: ipopba
Compartilhar

A Boeing inaugurou nesta terça-feira, 10, um novo centro de tecnologia e engenharia no Brasil, em busca de expandir sua presença global e aproveitar a expertise de um país que a companhia vê liderando a produção de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF).

O movimento vem mais de três anos após a empresa desistir de um acordo bilionário para comprar a divisão comercial da fabricante brasileira de aeronaves Embraer. A Boeing agora vê ambas as empresas alinhadas no objetivo de desenvolver o ecossistema aeroespacial do Brasil.

“Este é um local muito lógico para investirmos”, disse o presidente global da Boeing responsável por estratégia e operações fora dos Estados Unidos, Brendan Nelson.

O Brasil, afirmou o executivo, tem engenheiros altamente treinados e está bem posicionado para liderar os esforços de descarbonização do setor. “Este investimento é de longo prazo”, disse Nelson à Reuters.

A indústria aérea tem a ambiciosa meta de atingir zero emissões líquidas de carbono até 2050, objetivo com o qual o executivo reiterou que a fabricante de aviões está comprometida. A Boeing afirma ainda que o Brasil tem potencial para se tornar um dos principais “players” globais no mercado de SAF.

A meta de descarbonização depende em grande parte do desenvolvimento e do aumento da produção de SAF, que é produzido a partir de recursos renováveis, como óleos vegetais ou resíduos. O Brasil é um dos líderes globais em biocombustíveis, como o etanol.

O novo centro de tecnologia da empresa em São José dos Campos, onde a Embraer tem sua sede, emprega cerca de 500 pessoas, segundo a Boeing, cujo principal cliente é a companhia aérea Gol.

A fabricante de aviões não informou quanto pretende investir no Brasil.

A expansão da Boeing no Brasil levou dois grupos nacionais do setor aeroespacial e de defesa, Abimde e Aiab, a processar a empresa norte-americana por contratar talentos locais, movimento que consideram prejudicial para a própria indústria brasileira. Ambas as associações têm a Embraer como membro.

A Boeing defendeu seu movimento, dizendo que sua presença impulsionará o ecossistema aeroespacial brasileiro.

“Não estamos competindo com a Embraer pelo mercado deles. Competimos em mercados diferentes”, disse o presidente da Boeing para a América Latina e Caribe, Landon Loomis, observando que as empresas também têm interesses compartilhados como membros do mesmo setor, incluindo sustentabilidade e segurança.

A divisão comercial da Embraer é focada em jatos regionais, enquanto a Boeing fabrica aeronaves maiores.

Reuters/Gabriel Araujo
Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasAgrícola

Irrigação por gotejamento eleva em média 50% a produtividade da cana

Tecnologia também pode contribuir para dobrar a longevidade produtiva do canavial e...

Últimas Notícias

Uberaba amplia área de cana-de-açúcar em 7,6 mil hectares em 2026 e registra queda nos grãos

A área plantada com cana-de-açúcar em Uberaba cresceu 7,6 mil hectares em...

Últimas Notícias

Produção de açúcar do Centro-Sul cai quase 5% na 2ª quinzena de agosto, indica governo

A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil caiu cerca de 4,8%...

Últimas Notícias

Nos EUA, comissão de agricultura do Senado aprova E15 durante todo o ano

A Comissão de Agricultura do Senado dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira,...