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BP Bunge é surpreendida com situação irregular de trabalho em prestador de serviço e emite nota

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A BP Bunge Bioenergia emitiu uma nota, na última sexta-feira, 17, após tomar conhecimento de uma situação irregular envolvendo trabalhadores contratados recentemente por um prestador de serviço em Edéia, GO. Na última sexta-feira, uma operação conjunta de MTE, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal localizou os trabalhadores prestando serviço a usinas e produtores de cana-de-açúcar nas cidades de Araporã, Minas Gerais, e Itumbiara, Edeia e Cachoeira Dourada, em Goiás, que estariam trabalhando e vivendo em condições precárias.

Eles haviam sido contratados por uma empresa de prestação de serviços terceirizados. Entre as irregularidades encontradas pela fiscalização, havia a cobrança pelos aluguéis dos barracos usados como alojamentos, o não fornecimento de alimentação e cobrança pelo fornecimento de ferramentas de trabalho pelos empregadores. Também não havia instalações sanitárias nas frentes de trabalho nem equipamentos adequados de proteção.

De acordo com o auditor fiscal do Trabalho, Roberto Mendes, a maioria desses abrigos eram precários e não possuíam as mínimas condições para serem usados como moradias. Alguns deles eram muito velhos, com as paredes sujas e mofadas, goteiras nos telhados e não dispunham de ventilação adequada, sendo que alguns dos quartos não possuíam janelas. Segundo o auditor, alguns trabalhadores pagavam pelo colchão para dormir. Aqueles que não tinham condições, dormiam em redes ou mesmo no chão forrado com pano ou papelão. Também não havia local adequado para guardar e preparar alimentos, nem para fazer as refeições.

De acordo com a BP Bunge, ela agiu rapidamente em defesa dos trabalhadores para garantir as prioridades sociais e humanas e arcou prontamente com os pagamentos indenizatórios.

“Estamos colaborando com as autoridades e apurando rigorosamente os fatos e as devidas responsabilidades para conduzir as medidas necessárias. A empresa repudia qualquer prática irregular relacionada à saúde e segurança do trabalhador e não compactua com situações que exponham as pessoas a condição degradante de trabalho, seguindo o cumprimento das leis e normas do País e adotando as melhores práticas e padrões para desenvolver suas atividades em conformidade com os direitos humanos”, afirmou em nota.

A companhia ainda afirmou que trata com seriedade os direitos trabalhistas e exige o mesmo das empresas que integram a sua cadeia produtiva e, por isso, conta com um processo estruturado de seleção, homologação, auditoria, desenvolvimento e melhoria contínua
de seus fornecedores e prestadores de serviço. “Lamentamos o ocorrido. Para nós, o respeito às pessoas é um valor inegociável”, afirmou em nota.

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