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Brasil agrega 5 milhões de toneladas de açúcar à sua capacidade industrial

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O número considera investimentos em novas fábricas de açúcar em usinas que antes só produziam etanol e operações de aumento de flexibilidade de mix produtivo

As usinas de cana do Brasil estão acrescentando nesta safra 2024/25 uma capacidade de produção industrial de 5 milhões de toneladas de açúcar, segundo estimativa da consultoria FG/A feito a pedido da reportagem.

O número considera investimentos em novas fábricas de açúcar em usinas que antes só produziam etanol e operações de aumento de flexibilidade de mix produtivo para destinar mais cana para a produção da commodity. A estimativa foi feita com base nos dados de investimento da base de clientes da consultoria e em projeções para o segmento.

Apenas as novas fábricas em instalação devem agregar 2,32 milhões de toneladas em capacidade de produção. Já os investimentos em “desengargalamento”, como costumam ser chamados, devem contribuir com mais 2,81 milhões de toneladas de capacidade.

Esta não é a primeira safra em que as empresas do setor resolvem investir em aumento de capacidade de produção de açúcar. O movimento já havia ocorrido na temporada passada, mas envolvendo volumes menores.

O Brasil já é o maior produtor de açúcar do mundo e maior exportador. Na safra passada (2023/24), encerrada em março, o país produziu 46,3 milhões de toneladas, segundo balanço da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Já a Índia, segundo maior produtor mundial, produziu 31,1 milhões de toneladas na safra recém-encerrada, embora já tenha produzido mais de 35 milhões de toneladas em seu melhor ano de produção.

Com os acréscimos de capacidade em andamento, o Brasil deve se isolar ainda mais na liderança da produção de açúcar no mundo, tornando-se ainda mais o fiel da balança dos fundamentos do mercado global da commodity.

A produção total desta capacidade, porém, depende das condições de mercado. Nesta safra, a parcela da cana que está sendo direcionada para a produção do açúcar (mix açucareiro) está menor do que esperavam os observadores do mercado. Na primeira metade de julho, o mix açucareiro foi de 49,88%, menor do que o patamar registrado no mesmo período da safra passada (50,03%).

Apesar da ligeira redução da destinação da cana para a produção do açúcar, o mix açucareiro ainda é historicamente elevado e a produção continua mais alta no acumulado da temporada.

Com informações do Globo Rural/Camila Souza Ramos
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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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