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Brasil sediará centro de biocombustíveis da Toyota

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O presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, aproveitou encontro com jornalistas nesta terça-feira, 3, para revelar a criação no Brasil de um laboratório de flex-fuel, que visa aproveitar a experiência local em bicombustíveis para desenvolver novas tecnologias na área.

Inicialmente contando com 40 engenheiros, o novo centro de P&D será instalado em Sorocaba, SP, onde a empresa já tem uma linha de veículos e está construindo uma segunda fábrica para desativar até o final do ano as suas instalações de Indaiatuba, também no interior paulista.

Maggio não quis adiantar eventual processo de novas contratações para ampliar o laboratório, mas revelou que o projeto envolve a engenharia do Japão e de outras subsidiárias, contemplando colaboração conjunta do grupo como um todo.  “Nossa experiência de biocombustíveis no Brasil é muito grande, envolvendo em especial o uso do etanol, alternativa supercompetitiva com o carro elétrico considerando o ciclo total das emissões. Além disso, temos o biometano, que estamos inclusive testando em uma Hilux”.

A picape adaptada pra rodar com biometano foi apresentada na Agrishow do ano passado e já está em teste em algumas usinas, conforme revelou o presidente da Toyota.

Segundo ele, o uso desse tipo de biocombustível, em função da dificuldade de transporte, assim como também ocorrre com o hidrogênio, tem de focar aplicações específicas, como é o caso das usinas.

Aprovado pela matriz japonesa, o laboratório de flex-fuel da Toyota integra o investimento de R$ 11,5 bilhões anunciado para o Brasil em 2024.

“Apesar do vendaval de Porto Feliz, SP, que prejudciou nossas operações no final do ano passado e início do atual, não paralisamos os projetos em andamento, como a segunda fábrica de Sorocaba e o novo centro de P&D”, destacou Maggio.

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