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Canaviais irrigados por gotejamento, um novo conceito de sustentabilidade

Foto ilustrativa Crédito: Netafim
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*Daniel Pedroso

Realizada na cidade de Glasgow, na Escócia entre os dias 1 e 12 de novembro de 2021 a COP 21 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) tratou de assuntos voltados a conter o aquecimento global visando reduzir, principalmente pelos países membros, a emissão de GEE (gases de efeito estufa). Nessa reunião, o Brasil se comprometeu a reduzir em 50% a emissão de gás carbônico, um dos principais vilões. Segundo as novas estimativas do SEEG, o Brasil liberou 2,16 bilhões de toneladas de gás carbônico em 2020.

Para isso, várias políticas ambientais estão sendo tomadas, sendo que dentre essas, está a política de combustíveis e a adoção crescente do etanol em nossa frota veicular, baseando-se que foi comprovada que esse tipo de combustível pode diminuir em até 90% a emissão de carbono, quando comparado a gasolina.

Buscando incentivar a produção e adoção desse combustível, foi criado o Renovabio, que pode ser entendido como uma política que reconhece o papel estratégico de todos os biocombustíveis na matriz energética brasileira no que se refere à sua contribuição para a mitigação de emissões dos gases causadores do efeito estufa. Com isso, os biocombustíveis viabilizam uma oferta de energia cada vez mais sustentável, competitiva e segura.

Como principais tópicos para a redução na emissão de GEE, o Renovabio concentra suas atenções no aumento na produção de etanol (o qual ocupa 19% da matriz energética nacional), redução no consumo de diesel e a redução no consumo de fertilizantes, principalmente a base de nitrato.


Com isso em pauta, a irrigação, principalmente a irrigação por gotejamento pode influenciar na balança de maneira positiva. Por exemplo, já é de conhecimento que com o uso da irrigação localizada a produtividade pode aumentar em torno de 50-80% da produtividade histórica da área.

Fazendo alguns cálculos: considerando que uma área qualquer produz 100 t/ha e que em média 1 tonelada de cana-de-açúcar produz 80 litros de etanol, chegamos a produção de 8.000 litros de etanol/ha. Caso opte em utilizar a irrigação por gotejamento e considerando um aumento mínimo de 50% na produtividade, teremos: 150 ton/ha x 80 litros de etanol, seria igual a 12.000 litros de etanol/ha ou seja 50% a mais de etanol, com potencial de redução de 90% de carbono para atmosfera.

Com esse mesmo raciocínio, estudos mostram que com o uso do gotejamento, com a possibilidade em se realizar os tratos culturais via sistema (fertirrigação e proteção de cultivos), pode-se reduzir no mínimo em 13% o uso de diesel. Além disso, com base no conceito em verticalização da produção, há uma redução no custo de produção de cana de açúcar, ou seja, o custo de Reais investidos para se produzir uma tonelada de cana de açúcar é menor, como observado na tabela abaixo.


Com esses dados, podemos concluir que o uso da irrigação por gotejamento, através da maior produção de etanol, redução no consumo de diesel e redução do uso de fertilizantes por tonelada de cana de açúcar produzida é uma excelente ferramenta para chegar a meta estipulada pelo governo e não porque dizer em ter um canavial mais sustentável.

*Daniel Pedroso é especialista agronômico da Netafim Brasil

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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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