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Caramuru aposta em B16 em 2026 e aguarda aval do BNDES para usina de etanol de milho

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A Caramuru Alimentos acredita na implementação do B16 ainda em 2026, ou seja, na elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 16%, e avança em um projeto de diversificação que pode marcar sua entrada no mercado de etanol de milho.

O CEO da empresa, Marcus Thieme, disse à Agência Estado que a companhia aguarda para as próximas semanas a resposta do BNDES sobre o financiamento via Fundo Clima para a construção de uma usina em Nova Ubiratã (MT), em parceria com a Biocen. Se o crédito for aprovado, o projeto ainda dependerá de deliberação nos conselhos da empresa antes de avançar.

O movimento ocorre depois de o segmento de biocombustíveis ter sido o principal vetor de crescimento da Caramuru em 2025. A receita líquida da área avançou 18,5% no acumulado do ano, para R$ 2,5 bilhões, impulsionada pelo crescimento de 6,5% no volume vendido e de 11,2% no preço médio de venda.

Por sua vez, a margem bruta do segmento, incluindo glicerina e créditos de descarbonização (CBios), atingiu 31,6% no ano, ante 30,8% em 2024. Um dos principais estímulos veio da elevação da mistura obrigatória de biodiesel de B14 para B15, em agosto do ano passado.

Para Thieme, o ambiente regulatório ainda abre espaço para novos avanços. “Acredito que o B16 deva acontecer ainda este ano”, afirma.

O executivo acrescenta que o Brasil tem capacidade para ir além e citou a Indonésia como referência, país que opera com mistura de 40% e discute nova ampliação. “Aqui no Brasil daria para ir para o B17 inclusive, tem capacidade para isso”, disse. Na avaliação dele, cada avanço na mistura amplia o mercado potencial e ajuda a diluir custos fixos da operação industrial.

Em relação ao etanol, o projeto de Nova Ubiratã prevê capacidade inicial vinculada ao processamento de 605 mil toneladas de milho por ano, com possibilidade de expansão conforme a viabilidade econômica.

A escolha da região está ligada à presença operacional que a Caramuru já mantém em Mato Grosso. Em Sorriso, a companhia produz biodiesel e, em menor escala, etanol de melaço de soja como subproduto do processo industrial de concentração proteica.

Segundo Thieme, a parceria com a Biocen, braço da Coacem, maior cooperativa do estado, garante acesso à produção de milho da região. “Os produtores estão ali, é um projeto integrado”, afirmou.

O executivo disse que a entrada no etanol de milho está alinhada à estratégia da companhia de ampliar sua presença em biocombustíveis e reduzir a dependência de uma única frente regulatória ou industrial.

Ao longo dos últimos anos, a Caramuru expandiu a atuação em biodiesel, derivados de soja e produtos de maior valor agregado, como proteínas concentradas e ingredientes especiais. “É um projeto que a gente está bastante animado, por ter essa opcionalidade de diversificar nos biocombustíveis”, disse.

Para 2026, Thieme avalia que o segmento de biocombustíveis deve continuar contribuindo positivamente para o resultado, embora em ritmo menos intenso do que em 2025. Segundo ele, a alta do preço do óleo vegetal, insumo central da produção de biodiesel, exige calibragem mais cuidadosa dos spreads com as distribuidoras. “Vai ser um trabalho bastante forte da equipe de vendas do biodiesel nesse sentido”, disse.

Agência Estado 

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