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Valor dos Cbios foi três vezes maior em fevereiro de 2022

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O valor dos Cbios na primeira quinzena de 2022 foi três vezes maior, atingindo R$ 89,8/Cbio, do que o preço do mesmo período de 2021, quando os títulos eram negociados a cerca de R$ 30,07, a alta é de 198%.

O número de Cbios disponíveis no fechamento da primeira quinzena do mês de fevereiro foi de 13,05 milhões de títulos, o que representa 36,6% da meta do ano. De acordo com a ANP, a emissão de Cbios neste período foi de 0,78 milhão de títulos.

O volume de Cbios emitidos até a primeira quinzena de fevereiro totaliza 8,14% da meta anual, que é de 36 milhões de títulos. Relatório quinzenal do Itaú BBA, mostra que o número de Cbios disponíveis no fechamento da primeira quinzena de fevereiro é de 13,05 milhões de títulos.

O volume negociado de Cbios na primeira quinzena de fevereiro foi de 3,29 milhões de títulos e o preço médio das negociações no fechamento da primeira quinzena de fevereiro foi de R$ 89,8/Cbio, quase três vezes maior do valor registado no mesmo período de 2021, quanto o preço do Cbio era de  aproximadamente R$ 30,07. A média do preço dos Cbios em 2021 foi de R$39,31, enquanto o acumulado de 2022 está em R$ 72,10.

Os preços médios de 2022, até o momento são de R$ 72,10, enquanto durante o ano de 2021, a média bateu R$ 39,31. Em 2022 o volume de Cbios aposentados, até agora, é de 0,17 milhão de Cbios.

O aumento dos preços, de Haroldo Torres, economista e gerente de Projetos do Pecege, se deve a redução na oferta de Cbios. “Considerando essa premissa, já era esperado que íamos ter um aumento do nível de preços para 2022, porque temos redução no excesso de ofertas em relação ao ano passado”.

Os preços do Cbios sempre sobem no segundo semestre com mais pressão no último trimestre do ano em função do prazo para cumprimento das metas em 31 de dezembro. Com isso, as distribuidoras estavam concentrando muito mais as compras próximos ao prazo.

“Desde o início de 2022 até a semana passada, o preço do Cbio dobrou na B3. Isso mostra que as distribuidoras estão mudando suas estratégias de compra e isso tem provocado uma demanda mais firme neste começo de ano, pressionando os preços. Acreditamos em preços de patamares mais elevados em 2022 em função de excesso de oferta menor,  e esse comportamento de dobrar preço esta ligado a mudança de estratégia de distribuidoras, especificamente”, explica Torres.

Por Natália Cherubin 

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