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CerradinhoBio eleva lucro em 142% e alcança recorde histórico de moagem no 2T da safra 2025/26

O trimestre da CerradinhoBio foi marcado pelo maior volume de moagem da história da companhia, com 2,3 milhões de toneladas processadas.
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A Cerradinho Bioenergia encerrou o segundo trimestre da safra 2025/26 com avanço expressivo nos resultados operacionais e financeiros, incluindo alta de 142,4% no lucro líquido e o maior volume de moagem trimestral de sua história, com 2,3 milhões de toneladas de cana processadas. No semestre, o EBIT ajustado cresceu 56,2% e o EBITDA ajustado aumentou 61,2%. Os números constam do relatório divulgado pela companhia ontem, 13.

Para o CEO Renato Pretti, os números refletem o andamento do plano orçamentário. “Fizemos uma boa primeira metade de ano-safra, com resultados dentro do esperado e, principalmente, com operações cada vez melhores. Somado a isso, conseguimos manter a agenda de crescimento, com aprovação de projetos competitivos, como a expansão da indústria de etanol de milho de Chapadão”, afirmou.

No negócio cana, o trimestre foi marcado pelo maior volume de moagem da história da companhia, com 2,3 milhões de toneladas processadas. A produtividade agrícola subiu de 79,2 t/ha para 85,7 t/ha, enquanto, no acumulado de seis meses, a moagem total em cana equivalente somou 7,991 milhões de toneladas, 2% abaixo da safra anterior, ainda refletindo eventos climáticos do ciclo 24/25. A disponibilidade industrial atingiu 97,5%. O mix do negócio cana destinou 64% do ATR para açúcar.

A produção de açúcar VHP no semestre avançou para 324 mil toneladas, e a produção do período já está integralmente fixada a R$ 2.304/t. A companhia também possui fixações de preço para as safras 2026/27 (80% a R$ 2.350/t) e 2027/28 (15% a R$ 2.791/t). O estoque de açúcar chegou a R$ 153 milhões em setembro. A exportação de energia elétrica somou 183 GWh no semestre.

No etanol, a produção total atingiu 756 mil m³, reunindo etanol de cana e de milho. O milho representou 73% do volume, com moagem no semestre passando de 745 mil toneladas para 756 mil toneladas, alta de 1,5%. Já a produção de etanol de cana somou 395 mil m³, queda de 7% na comparação anual. As vendas totais de etanol foram de 464,7 mil m³. O preço líquido médio do etanol foi 13% maior do que no ano anterior, subindo de R$ 2,61/l para R$ 2,95/l. O estoque de etanol somou R$ 206 milhões ao fim de setembro.

Na área de coprodutos, a produção de DDGs aumentou de 49 mil t para 250 mil t, e a de óleo passou de 132 mil t para 153 mil t. O rendimento médio dos DDGs foi de 243,13 kg/t, e o rendimento do óleo atingiu 18,51 kg/t, com alta de 10,1% sobre o semestre anterior. Os preços dos coprodutos também registraram aumento: 14% para DDGs e 36% para óleo. A cobertura de coprodutos (NCC) subiu para 43%.

A companhia destacou ainda a aprovação da expansão da planta de etanol de milho da Neomille, em Chapadão do Céu (GO), que elevará a capacidade de moagem de 900 mil para 1,2 milhão de toneladas por safra, com investimento de R$ 140 milhões. No período, também foram contratados R$ 300 milhões junto ao Fundo Clima (BNDES) e concluída a emissão de R$ 500 milhões em CRA, com prazo final de sete anos.

Indicadores financeiros, custos, estoques e alavancagem

A receita líquida da companhia somou R$ 2,084 bilhões, aumento de 35% em relação ao 6M25. O EBITDA ajustado atingiu R$ 746 milhões, com margem de 36%, enquanto o EBIT ajustado totalizou R$ 465 milhões, margem de 22%. O lucro líquido consolidado fechou o semestre em R$ 175 milhões. O estoque total da companhia — entre etanol, açúcar e milho — alcançou R$ 954 milhões ao fim de setembro, refletindo tanto a estratégia comercial quanto a sazonalidade do negócio de milho.

O custo caixa do etanol ficou em R$ 1.490/m³, abaixo dos R$ 1.603/m³ registrados no ano anterior, enquanto o custo caixa do açúcar recuou de R$ 2.003/t para R$ 1.920/t. A dívida líquida encerrou o período em R$ 2,413 bilhões, com 100% do endividamento denominado em moeda nacional e prazo médio de 4,95 anos.

A alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM, ficou em 2,19x. O caixa e aplicações totalizaram R$ 1,713 bilhão, com liquidez de 2,19x. Na reconciliação da dívida, a companhia registrou geração de caixa operacional, variações nos estoques de etanol, açúcar e milho, CAPEX de manutenção e ativo biológico de R$ 179 milhões, CAPEX de expansão de R$ 54 milhões, desembolso com juros e pagamento de dividendos, além da formação de estoques típica do período.

Natália Cherubin para RPAnews

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