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Chuvas fracas na Índia sustentam preços do açúcar, mas queda do petróleo limita ganhos

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Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira com comportamento misto nas bolsas internacionais. O contrato julho do açúcar bruto negociado em Nova York fechou estável, cotado a 14,02 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato agosto do açúcar branco, negociado em Londres, avançou US$ 3,20, ou 0,73%, para US$ 447,40 por tonelada.

De acordo com análise da Barchart, o mercado encontrou sustentação nas preocupações com o atraso das chuvas de monções na Índia, embora a queda das cotações do petróleo tenha limitado uma recuperação mais expressiva dos preços.

As cotações receberam suporte das preocupações com o desenvolvimento da safra na Índia. O mercado reagiu ao avanço mais lento das chuvas de monções, fator que pode comprometer a produtividade dos canaviais do segundo maior produtor mundial de açúcar.

Apesar desse suporte climático, os ganhos permaneceram limitados pela forte queda das cotações do petróleo nos últimos dias. O recuo do petróleo reduz a competitividade do etanol, o que pode levar usinas, especialmente no Brasil, a destinar uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta da commodity no mercado internacional.

Clima segue no radar

Outro fator acompanhado pelos investidores é o desenvolvimento do fenômeno El Niño. A expectativa é que o evento climático reduza as chuvas em importantes regiões produtoras, como Índia, Tailândia e partes do Brasil, aumentando os riscos para a produção global de açúcar na safra 2026/27.

As preocupações com o clima contrastam com as perspectivas para a safra 2025/26. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta produção recorde de açúcar no ciclo, enquanto a Índia deverá ampliar sua produção em relação à temporada anterior.

Já para a safra 2026/27, o cenário é considerado mais apertado. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) estima queda de 1,15% na produção mundial, para cerca de 180 milhões de toneladas, e um déficit global de aproximadamente 262 mil toneladas. A StoneX também projeta déficit no mercado global, enquanto a Covrig Analytics reduziu sua estimativa de superávit, refletindo as crescentes preocupações com as condições climáticas.

Além disso, o mercado segue acompanhando a política de exportações da Índia. O país mantém restrições às vendas externas de açúcar para preservar o abastecimento doméstico, enquanto a expansão da produção de etanol continua reduzindo a disponibilidade de açúcar para exportação.

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