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Combustível do Futuro abre espaço para Raízen construir nove unidades

Ricardo Mussa, chief executive officer of Raizen SA, speaks at the 2024 CERAWeek by S&P Global conference in Houston, Texas, US, on Monday, March 18, 2024. More than 7,000 people are headed to Houston to attend the conference with a key question in mind: How to meet increasing demand for power amid the transition to clean energy. Photographer: F. Carter Smith/Bloomberg via Getty Images
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Empresa planeja eletrificação das usinas com energia gerada pelo sol e pelo vento, o que permitiria usar bagaço que não seria mais utilizado com esse fim na produção de etanol

A lei do Combustível do Futuro abriu espaço para a Raízen, uma das maiores produtoras de etanol do país, usar a sua “criatividade”. Presente à solenidade de sanção do texto, o CEO da companhia, Ricardo Mussa, disse ao Valor que uma das ideias em gestação é a “exportação indireta” de energia solar e eólica.

Isso aconteceria, afirmou, por meio da eletrificação das usinas com o uso de energia gerada pelo sol e pelo vento. Como esses equipamentos são movidos hoje com energia produzida pelo bagaço de cana, o plano seria usar essa biomassa que não seria mais utilizada para produzir e exportar etanol.

O biocombustível produzido a partir do bagaço da cana, conhecido como etanol de segunda geração (E2G), foi um dos produtos atendidos pela lei sancionada ontem. Líder global no segmento e única empresa do mundo com produção em escala industrial, a Raízen produziu 36 milhões de litros na safra 2023/24. A companhia anunciou R$ 11,5 bilhões na construção de nove unidades de etanol de segunda geração.

“Hoje, de 70% a 80% da biomassa que tenho na nossa produção agrícola é utilizada para rodar a própria usina. Então, existe uma linha que é eletrificar o processo produtivo, pegar o excedente que o Brasil vai ter de solar e eólica e usar isso para rodar a usina. Aí você pega o bagaço que vai sobrar, transforma em etanol que pode viajar para a Europa”, explicou.

Essa seria uma forma “indireta” de exportar energia eólica e solar e consolidar o Brasil como o grande exportador de energias renováveis, segundo Mussa. “A eletrificação é algo que não demandaria grandes desafios tecnológicos, é algo mais simples. É muito mais as questões comerciais e de regulamentação, mas a lógica é boa”, disse.

O processo de regulamentação da lei do Combustível do Futuro, na avaliação do executivo, também será fundamental para garantir o sucesso dos investimentos prometidos pela Raízen e diversas empresas do setor.

“O maior ganho do Combustível do Futuro é a gente ter mais horizonte para fazer os investimentos, coisa que era mais difícil antes. Você começa a ficar mais corajoso para fazer mais investimento”, disse Mussa, ao sinalizar que a empresa pretende chegar à marca de 20 unidades produtoras de etanol de segunda geração.

Para ele, o Brasil deve aproveitar o fato de ser anfitrião de eventos como o G20 e a COP30 para consolidar sua posição de grande exportador de energia limpa do mundo. Além disso, ele destacou a oportunidade de exportar também a tecnologia nacional usada para produzir bioenergia.

“Não é tecnologia verde. É tecnologia verde e amarela, tecnologia nossa. Em quais setores o Brasil é exportador de tecnologia? São poucos. Hoje, nós estamos discutindo nos Estados Unidos, na Índia, na Austrália e na Tailândia exportar não só o nosso etanol, mas exportar a tecnologia”, completou.

Com informações do Globo Rural/Rafael Walendorff e Murilo Camarotto
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