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Os contratos futuros do açúcar fecharam em alta nesta quinta-feira (4) nas bolsas internacionais, impulsionados, segundo analistas ouvidos pela Reuters, pelo fortalecimento do dólar e “com fundos ainda evitando compras do adoçante, que haviam levado os contratos futuros a máximas de quatro anos no final de fevereiro”.

Na ICE de Nova York, a commodity fechou cotada, no vencimento maio/21, em 16,26 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 12 pontos no comparativo com a véspera, ou 0,4%. Durante a sessão de ontem o açúcar bruto chegou a tocar a mínima de um mês, sendo comercializado a 15,96 cts/lb. Nos demais vencimentos da ICE a commodity valorizou entre 5 e 9 pontos.

Segundo a Reuters, as preocupações com os altos rendimentos de títulos dos Estados Unidos afetaram os mercados acionários globais e deram impulso ao dólar antes de fala do diretor do Federal Reserve, Jerome Powell. “O dólar forte torna o açúcar, precificado na divisa norte-americana, mais caro para investidores de fora dos EUA”, destacou a agência.

“Não há razão para os preços caírem muito, já que há incertezas sobre a produção brasileira da próxima temporada, problemas de frete e uma possível produção menor na Índia”, disse um operador, que acrescentou, ainda, que os consumidores finais têm muitas compras a fazer.

Londres

Em Londres o açúcar branco também fechou em alta em todos os lotes. O vencimento maio/21 fechou cotado em US$ 462,00 a tonelada, valorização de 4 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela para agosto/21 subiu 2,60 dólares, negociada em US$ 445,60 a tonelada. Os demais vencimentos oscilaram no azul entre 1,30 e 2,60 dólares.

No mercado doméstico os preços do açúcar cristal fecharam em baixa nesta quinta-feira, com a saca de 50 quilos negociada em R$ 108,23, contra R$ 110,47 do dia anterior, queda de 2,03% no comparativo entre as datas, de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP.

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