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CooafVale prevê 800 mil t de cana e 5 mil empregos na safra

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Na última quinta-feira (30), no dia de Corpus Christi, o setor canavieiro da Mata Sul de PE, de Joaquim Nabuco e entorno, foram à antiga usina Pumaty, ouvir da CooafVale (cooperativa de fornecedores de cana) o anúncio sobre o início da primeira safra e metas. Além do prefeito local, Charles Batista (Joaquim Nabuco), e Marcelo Maranhão (de Ribeirão), os deputados federais Pastor Eurico e coronel Meira compareceram.

O acionista da usina, Nelson Cabral da Costa, e Salmo Ancelmo (presidente do Sindicato dos Trabalhadores local) estavam presentes, junto do diretor da União Nordestina dos Canavieiros (Unida), Gregório Maranhão, e dos presidentes da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima, e da Organização das Cooperativas do Brasil no Estado (OCB), Ancelmo Malaquias.

A direção da CooafVale, presidida por Carlos Antônio César de Albuquerque Filho (Cacá), anunciou que mais de 5 mil empregos diretos e indiretos devem ser gerados com a usina em operação no início de setembro. A previsão é de moer 800 mil toneladas de cana e fabricar açúcar e etanol. A CooafVale é a terceira do gênero aberta em Pernambuco, com o apoio direto da AFCP e da OCB-PE. E deverá ser a com maior número de cooperados devido ao grande número de assentamentos rurais nesta localidade. Estima-se mais de 2 mil cooperados.

As outras cooperativas sucroenergéticas formadas por canavieiros são a Coaf em Timbaúba, e a CooafSul em Ribeirão/PE. Malaquias descatou a importância do cooperativismo para o setor na região da cana em Pernambuco. Alexandre Lima o endossou ao dizer que a sobrevivência dos fornecedores de cana, sobretudo o do pequeno e médio, mas também o de grande porte, dependem bastante desse sistema cooperativista, como demonstrado pela Coaf e CooafSul, garantindo a produção rural e industrial.

A AFCP, por sinal, fará para a CooafVale o mesmo trabalho que realiza para a Coaf e CooafSul. A entidade de classe analisa tecnicamente o teor de açúcar da cana fornecida pelos cooperados, dando a credibilidade neste processo que define a precificação da matéria-prima. Alexandre, inclusive, deu sinais de que haverá mais novidades em breve sobre o crescimento das sucroenergéticas via as cooperativas no estado de Pernambuco.

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