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Cooper-Rubi investe em equipamentos para aumentar capacidade de cogeração

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Usina goiana prevê aumentar exportação em 40% em 2023

A Cooper-Rubi, usina em Rubiataba, GO, para ampliar a exportação de energia limpa para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e as vendas para o mercado livre, acaba de investir em um novo turbo gerador de 30 Megawatt (MW).

O limite de exportação era de cinco Megawatt/ hora (MWh) e passará para 10 MWh e as expectativas ainda são maiores. Para os próximos dois anos, a unidade sucroenergética pretende exportar até 20 MWh, dependendo das tratativas legais com a concessionária e outros interessados.

Para isso, a usina investiu cerca de R$ 24 milhões na aquisição do novo conjunto turbo gerador, em uma nova casa de força e transformadores. A Rubiataba Industrial empregou em tecnologia de ponta para ser mais eficiente.

Segundo o Gerente Industrial da usina, Ricardo Moraes de Castro Andrade, o novo conjunto turbo gerador da TGM/WEG é do tipo reação, que é uma evolução em relação às antigas turbinas de ação pura. “Trata-se de uma máquina muito mais econômica, chegando a valores de 25% de eficiência. Isso significa dizer, que nos preparamos para fazer mais energia, com menos uso de recursos, seja ele combustível, água e todos outros gastos diretos e indiretos”, pontua.

O gerente ainda destaca que espera que no início da safra de 2023, a unidade esteja autorizada a exportar o montante maior de energia. Na safra 2022, a Cooper-Rubi exportou 11.698.387,557kWh para venda. E a expectativa para esta safra é alcançar 28.000 MWh. “Isso representaria efetivamente 40% a mais que o nosso melhor número de 20.022,36MWh no ano de 2020 . Esses valores crescerão ao longo dos anos, afirma Andrade.

Usina goiana gerou 60 mil MWh 

Em 2022, a usina gerou 60.149,95 MWh de energia e consumiu boa parte dela, 48.451,55 MWh nos processos internos. A energia gerada pelo bagaço da cana-de-açúcar in natura abastece toda indústria, os escritórios administrativos, oficina agrícola, fertirrigação e ainda exporta o excedente para o sistema interligado. Esse excedente é oriundo de um balanço de massa e vapor cada vez mais eficiente, com o uso de máquinas e processos mais econômicos.

A unidade recorre à energia da concessionária apenas nas partidas da planta e durante as paradas de entressafra ou ocasionais em eventuais manutenções no processo de geração.

A usina exporta energia desde maio de 2020 e nesse período foram exportados para o sistema aproximadamente 49.000 MWh, ou seja, média de mais de 16.300.000 kWh por ano. Como a safra dura cerca de 200 dias, a geração média horária é de cerca de 3400 kWh, o que seria capaz de abastecer cidades de 20 mil habitantes durante o período.

Segundo a companhia, a unidade já nasceu autossuficiente em energia, produzida através da queima do bagaço em suas caldeiras a vapor e enviando esse vapor para turbinas e gerando energia nos geradores desde sua inauguração. O que aconteceu nos últimos anos, foi uma forte ampliação da capacidade e também a geração de energia para exportação no sistema, resultado de investimentos, estudos e muito trabalho

“Geramos energia no período mais crítico do ano, entre os meses de abril a novembro, quando as chuvas e os reservatórios de água no país estão escassos”, reflete Ricardo.

 

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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