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No início deste mês de dezembro, as 34 usinas sócias da Copersucar ultrapassaram a marca de 8 milhões de créditos de descarbonização (CBios) no Programa RenovaBio. Como cada CBio corresponde a uma tonelada de gases do efeito estufa (GEE) que deixou de ser lançada na atmosfera, a empresa já evitou o lançamento de mais de 8 milhões de toneladas de carbono, efeito semelhante ao trabalho de 56 milhões de árvores, crescendo e absorvendo carbono por 20 anos.

 “Este resultado ilustra o nosso compromisso de longo prazo com a sustentabilidade e comprova a eficiência na gestão dos indicadores ambientais de produção e logística de cada uma de nossas 34 usinas”, ressalta Bruno Alves Pereira, gerente de sustentabilidade da Copersucar, empresa que confirma a liderança na emissão dos créditos de carbono do programa, com 17% de participação do mercado.

Desde o início do programa, em 2020, já passaram pela recertificação 8 usinas sócias da Copersucar, conseguindo evolução de até 80% em suas notas de eficiência energético-ambientais (NEEA). Esta melhoria é fruto de um controle mais detalhado do ciclo de vida do produto o que acaba, consequentemente, ampliando a quantidade de CBios gerada por litro de etanol comercializado.

Vista aérea de uma das usinas associadas da Copersucar mostra a integração com o meio ambiente (Foto: Na Lata)

Expectativas para o RenovaBio em 2022

Instituída pela Política Nacional de Biocombustíveis, a quantidade de créditos que as distribuidoras terão que adquirir em 2022 já foi determinada pelo governo: serão 35,98 milhões de toneladas de CBios.

“Este volume deve ser atingindo sem grandes problemas, principalmente, se considerarmos os créditos excedentes gerados neste ano. Os CBios que não forem comprados até 31 de dezembro, podem ser utilizados no ciclo posterior, uma vez que eles só saem de circulação quando forem aposentados pelos compradores”, comenta Pereira.

O Programa RenovaBio (Lei nº 13.576/2017) foi criado para estimular a presença de biocombustíveis na matriz energética brasileira, reduzindo as emissões de gases causadores do efeito estufa do setor de transportes, sendo também um grande aliado na descarbonização da mobilidade urbana. Na prática, todo distribuidor de combustível fóssil é obrigado a adquirir CBios de unidades produtoras de biocombustíveis certificadas.

A confiabilidade é outra marca do Programa. Cada CBio é gerado a partir da nota fiscal de venda do biocombustível a um distribuidor ou posto. Neste processo, uma ferramenta desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) realiza a validação dos dados na Receita Federal e calcula quantos créditos podem ser escriturados, levando em conta o volume de venda.

A planilha de medições é auditada por uma certificadora registrada na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a nota do fabricante é multiplicada por sua produção anual. Validados pelo sistema, a escrituração é realizada por uma instituição financeira, que por fim se negocia os títulos no mercado de balcão da B3.

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