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Crime no campo é discutido por CNA com secretarias de Segurança estaduais

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O panorama da segurança no campo e iniciativas de sucesso de cada Estado no combate à criminalidade foram os temas da reunião promovida pelo Sistema CNA/Senar, na quinta (23), com secretários e representantes dos Estados, além de comandantes das polícias civis e militares.

O presidente da CNA, João Martins, destacou a disposição da Confederação em colaborar com os Estados e com as Federações em iniciativas voltadas para a questão da segurança e lembrou que, em 2017 durante a sua gestão, foi criado o Observatório da Criminalidade com o objetivo de traçar um diagnóstico e propor ações que combatam a violência que atinge o produtor rural e seus familiares.

O presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA e da Famasul, Marcelo Bertoni, ressaltou que o campo precisa de paz para produzir e os diversos crimes cometidos nas propriedades levou a CNA a realizar o encontro com as Secretarias de Segurança para debater propostas de boas iniciativas que podem ser aplicadas no campo.

“Uma série de ocorrências nos levou a buscar um alinhamento e ver o que precisamos para ter segurança, principalmente para o produtor fazer o que mais sabe, que é produzir mais com sustentabilidade. Mas ele precisa de paz no campo. Vamos pegar essas boas práticas passar para os estados e tomar medidas para combater o crime e garantir o direito de propriedade.

Durante a reunião, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Sandro Caron de Moraes, destacou a importância de fortalecer, nos batalhões de polícia, as práticas de combate à criminalidade no campo, mapeando as regiões com maior incidência de crimes e reforçando o serviço de inteligência.

“A segurança pública tem que buscar ações de tecnologia e inteligência, mas também precisa ter o básico funcionando, que é a integração das polícias civil e militar, principalmente com o setor produtivo, com a CNA e com as federações. É uma parceria onde todos ganham”, disse Moraes.

O consultor da CNA, Rodney Miranda, apresentou as ações do Sistema CNA/Senar para melhorar a segurança no setor rural. O estudo sobre a criminalidade do campo, realizado em 2018, foi citado como exemplo. “A partir desse documento, verificamos que faltavam dados específicos de crime no campo e não existiam unidades especializadas para o enfrentamento desse tipo de problema”. Na época, a CNA entregou o documento ao então ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, com propostas para o combate e o efetivo enfrentamento da violência que atinge produtores, familiares e trabalhadores rurais.

Miranda destacou uma das propostas sobre o incentivo aos estados e municípios para criarem ou fortalecerem unidades especializadas de prevenção e combate à criminalidade no campo dentro das estruturas das policias civis e militares. “Hoje a situação no país é diferente. Já temos delegacias e patrulhas rurais em alguns estados, o que tem reduzido o número de crimes. Em Goiás, por exemplo, em quatro anos de funcionamento do Centro de Comando e Controle Rural, as ocorrências de roubo em propriedades rurais foram reduzidas em 90%”, afirmou.

No encontro, os secretários e representantes das secretarias de segurança pública dos estados de Minas Gerais, Acre, Rondônia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Distrito Federal, Tocantins, Rio Grande do Sul falaram sobre as principais ações de segurança no campo, como a criação de delegacias especializadas em crimes rurais e roubos de gado (abigeato), patrulhas rurais, patrulhamento georreferenciado e centro de comando e controle.

À tarde, os presidentes das federações estaduais de agricultura enfatizaram a importância da reunião e da integração das polícias com o setor produtivo. Além disso, demonstraram preocupação com as invasões de terra, que tem aumentado o número nesse começo de ano.

Outras federações tiveram representantes presencialmente ou participaram por videoconferência. Também estiveram no encontro representantes das secretarias de segurança pública de mais de 15 estados.

Com informações da CNA

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