Home Últimas Notícias Custos de produção de cana caíram quase 15% no primeiro trimestre da safra 2023/24
Últimas Notícias

Custos de produção de cana caíram quase 15% no primeiro trimestre da safra 2023/24

Compartilhar

No primeiro trimestre da safra 2023/24, os custos de produção de cana caíram na casa de 15%. As informações são do último relatório Compara Usinas do Pecege.

Na análise foram considerados os custos com formação de canavial, tratos com cana soca, CTTA (Corte, Transbordo, Transporte e Apoio), arrendamentos e outros custos, que incluem manutenção de estradas, reflorestamento, entre outros.

De acordo com João Rosa, engenheiro agrônomo e analista do Pecege, os valores refletem o desempenho dos meses de abril, maio e junho de 2023. “Os valores são apresentados sob três óticas: R$/ha, R$/t e R$/kg ATR. O mesmo indicador apresenta variações diferentes, a depender de qual unidade é avaliado. Particularmente, prefiro R$/kg de ATR. Afinal, produzimos ATR por unidade de área, e não toneladas de cana”, disse.

Tanto TCH como ATR para cálculo dos custos em R$/t e R$/kg ATR, respectivamente, são acumulados até junho. Neste período, segundo Rosa, tem mais cana, mas com qualidade menor, o que é normal para este período de safra.

De maneira geral, segundo o especialista do Pecege, a queda dos custos de produção está associada a dois pontos: redução dos preços dos insumos e maior produtividade de cana. Insumos que vão na formação caíram 17% e os utilizados nos tratos soca, caíram 27%, que com a maior produção, acentuam ainda mais as quedas.

Para o especialista, os preços devem cair ainda mais. “Os preços dos insumos reduziram mais um bocado e as compras estão da mão pra boca. Está tudo caindo. Apenas itens do segmento ‘outros’ subiram em 25%, o que, no entanto, representa apenas 2% do custo de produção”, destacou Rosa.

O custo com a formação de canaviais caiu menos que tratos de cana soca em função da muda, segundo Rosa. Com o preço do ATR em alta, a muda consequentemente sobe, atenuando a redução. O sistema de colheita (CTTA) caiu cerca de 5% (em R$/kg ATR), resultado da maior produtividade e queda do preço do diesel.

“Claro, se você olhar em R$/t, indicador mais comum no CTT, a diferença é maior, queda de 11%. Agora, se olhar em R$/ha, o valor sobe 12%. Claro, mais cana, maio esforço, mais diesel. Mais diesel, mais R$ por ha. O que quer dizer? Que R$/ha é uma visão míope”, disse.

Segundo Rosa, em um segundo levantamento, a diferença do CTT será menor. Isto porque, o diesel deu um rebote em função dos reajustes da política de preços.

“A análise do arrendamento é parecida com do CTT. Sobe em R$/ha, em função do preço do ATR, mas cai em R$/t e R$/kg pelas maiores produções”, disse o especialista do Pecege, que ainda destacou que no geral o cenário é positivo para o setor, com os preços subindo e o custo caindo, dando condição para formação de margem.

Natália Cherubin para RPAnews 
Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
combustiveis
Últimas Notícias

Deputados aprovam projeto que torna crime aumento abusivo de preços de combustíveis

Pena será aplicada a quem aumentar, de forma artificial e sem justa...

Últimas Notícias

bp bioenergy amplia uso de inteligência artificial para segurança e gestão operacional no campo

Companhia utiliza IA, monitoramento em tempo real e conectividade para apoiar operações...

Últimas Notícias

Safra 2026/27 começa sob pressão de custos, clima e incertezas no mercado bioenergético

Evento promovido pela Canaoeste reuniu lideranças do setor para discutir produtividade, Consecana,...

Últimas Notícias

Raízen quer aprovar plano de reestruturação sem apoio de bondholders, dizem fontes

Segundo pessoas que falaram com a Bloomberg News, companhia calcula que possui...