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Dólar forte pressiona açúcar, apesar de fluxo comprador esperado e projeções de menor oferta do Brasil

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Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira em queda nos mercados internacionais, pressionados pela valorização do dólar, que atingiu uma máxima de quatro semanas e pesou sobre o conjunto das commodities. O contrato de açúcar bruto com vencimento em março caiu 0,5%, a 14,89 centavo de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco também perdeu 0,5%, indo a US$ 425,90 por tonelada.

O movimento de baixa ocorreu em meio ao fortalecimento do índice do dólar, que tradicionalmente reduz a atratividade das commodities precificadas na moeda norte-americana. Ainda assim, as perdas do açúcar foram parcialmente limitadas pela expectativa de compras técnicas associadas ao rebalanceamento anual dos principais índices de commodities. Segundo projeção do Citigroup, os índices BCOM e S&P GSCI devem registrar entradas de cerca de US$ 1,2 bilhão em contratos futuros de açúcar ao longo da próxima semana, como parte desse processo de rebalanceamento.

Na semana, o mercado também foi influenciado por perspectivas divergentes sobre a oferta global. Na última segunda-feira, os contratos em Nova York haviam alcançado uma máxima de 2,5 meses diante da expectativa de menor disponibilidade futura de açúcar do Brasil. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a produção brasileira na safra 2026/27 deve cair 3,91%, para 41,8 milhões de toneladas, frente às 43,5 milhões de toneladas projetadas para 2025/26. A consultoria também estima que as exportações brasileiras de açúcar em 2026/27 recuem 11% na comparação anual, para 30 milhões de toneladas.

Na direção oposta, sinais de maior oferta na Índia ajudaram a limitar a recuperação dos preços. A Associação das Usinas de Açúcar da Índia (ISMA) informou que a produção do país na safra 2025/26, no período de 1º de outubro a 31 de dezembro, avançou 25% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, alcançando 11,90 milhões de toneladas. No mesmo período da safra passada, a produção havia sido de 9,54 milhões de toneladas.

Além disso, em 11 de novembro, a ISMA elevou sua estimativa para a produção total de açúcar da Índia em 2025/26 para 31 milhões de toneladas, acima da projeção anterior de 30 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 18,8% na comparação anual. A entidade também revisou para baixo o volume de açúcar destinado à produção de etanol no país, reduzindo a estimativa de 5 milhões para 3,4 milhões de toneladas, o que pode abrir espaço para maiores exportações. A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo.

Com informações da Barchart

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