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Empresa de Bill Gates doa US$40 mi para testes de tecnologia de captura de carbono do ar

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A Breakthrough Energy, de Bill Gates, está concedendo um subsídio de 40 milhões de dólares a uma startup que tem o objetivo de criar um campo de testes canadense para sistemas que sugam o carbono diretamente do ar, em um esforço para acelerar o lançamento da tecnologia, disseram as empresas nesta quarta-feira.

Cientistas da ONU afirmam que o mundo precisa remover da atmosfera bilhões de toneladas de CO2 emitidas a cada ano, além de reduzir as emissões atuais, e empresas de todo o mundo estão tentando encontrar maneiras de responder a isso.

A captura direta de ar, ou DAC (Direct Air Capture), é vista como uma forma de sugar grandes quantidades de dióxido de carbono, mas a tecnologia até agora tem consumido muita energia, é cara e demora a atingir a escala necessária.

Para ajudar a acelerar os esforços de desenvolvimento, a startup Deep Sky disse que está criando o campo de testes “Alpha” DAC em Alberta, que inicialmente terá espaço para oito empresas experimentarem suas tecnologias e ajustá-las no caminho para o desenvolvimento de usinas de captura em escala comercial.

A primeira começará a remover carbono no próximo ano, segundo a empresa.

A Deep Sky também ajudará a testar como o DAC funciona no clima frio do Canadá, que é um grande produtor de petróleo e, na semana passada, aumentou meta de reduzir emissões de gases de efeito estufa em até 50% até 2035.

A Breakthrough Energy, fundada por Bill Gates, investe e financia startups voltadas para o clima. A unidade Catalyst concentra-se em empresas em estágio inicial e foi a responsável pela concessão de recursos ao Deep Sky.

“A missão geral da Catalyst é levar essas tecnologias à lucratividade”, disse o diretor da Breakthrough Energy Catalyst, Mario Fernandez, acrescentando que o DAC atualmente é “muito desafiador”.

O presidente-executivo da Deep Sky, Damien Steel, disse que a empresa está começando a desenvolver usinas de captura direta de ar em escala comercial no Canadá e pretende usar o campo de testes da Alpha para encontrar uma nova tecnologia eficiente a ser usada. O desenvolvimento começou antes de a Deep Sky ter escolhido a tecnologia para o projeto, o que aumenta a velocidade, mas também traz riscos.

Steel disse que a Deep Sky estava executando várias etapas de desenvolvimento em paralelo que normalmente seriam feitas sequencialmente.

“A razão pela qual elas são feitas em uma ordem sequencial é porque ninguém quer assumir nenhum risco”, disse ele. “Não temos tempo para isso.”

As primeiras sete das oito empresas do DAC são Airhive, Mission Zero, Skyrenu, Skytree, NEG8 Carbon, Greenlyte e Phlair.

Com informações da Reuters
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