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Etanol anidro e hidratado seguem em alta em SP, sustentados por demanda firme e oferta restrita

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Os preços tanto do etanol anidro e hidratado mantiveram trajetória de alta no mercado paulista na última semana, sustentados por demanda relativamente aquecida e menor disponibilidade de produto, em meio à entressafra da região Centro-Sul. De acordo com o Cepea, distribuidoras voltaram a adquirir novos volumes e também continuaram retirando cargas compradas anteriormente, enquanto os vendedores permaneceram firmes nos preços, à espera da continuidade do movimento de valorização.

Entre 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 3,0711 por litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, alta de 1,6% em relação ao período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ avançou 2,17% no mesmo comparativo, a R$ 3,4913 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

O movimento de alta dá sequência ao observado no início de janeiro e levou o etanol hidratado negociado nas usinas paulistas a superar a marca de R$ 3,00 por litro, líquido de impostos, pela primeira vez na safra 2025/26. Segundo o Cepea, os avanços seguem atrelados à oferta reduzida na fase final da temporada 2025/26 e à postura firme dos vendedores, além da influência da demanda, com distribuidoras ativas na reposição das vendas realizadas durante as festas de Natal e Ano Novo.

Nesse cenário, dados do Cepea mostram que o volume de etanol hidratado comercializado pelas unidades produtoras de São Paulo entre 5 e 9 de janeiro foi o maior desde o período iniciado em 19 de janeiro de 2024. Naquele intervalo, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou em R$ 3,0228 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, avanço de 2,26% frente ao período anterior. Para o etanol anidro, a alta foi de 1,43%, com o Indicador a R$ 3,4170 por litro, líquido de impostos.

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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