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A partir de setembro de 2021, a Colômbia passará a adicionar 10% de etanol na gasolina. O Governo do país, estabeleceu a obrigatoriedade da mistura na gasolina comum (E10) e extra (EX10) comercializada em todo o país, com exceção de algumas localidades que terão até 2022 para fazê-lo.

De acordo com a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), a medida foi determinada na Resolução Nº 40111, de 09 de abril de 2021, dos Ministérios do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, de Minas e Energia locais.

De acordo com o governo colombiano, os motivadores da medida foram a melhoria da qualidade do ar nas cidades, a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a segurança energética do país.

O comércio de E10 estava liberado na Colômbia desde 2018, mas a resolução atual torna a mistura obrigatória.

De acordo com Evandro Gussi, presidente da Unica, o etanol está cada vez mais se consolidando como um importante agente de descarbonização.

“Hoje, mais de 60 países têm programas de mistura de biocombustível para deixar a gasolina mais verde e reduzir o impacto ambiental do setor de transportes. Parabenizamos o governo colombiano pela importante medida de combate ao aquecimento global”, comenta.

Mistura do Brasil

No Brasil a mistura do etanol na gasolina é de 27% (E27), o que, segundo a Unica, reduz em 15% a pegada de carbono por quilometro rodado dos veículos com motor a combustão interna e em 50% se o combustível E27 por usado em veículos híbridos.

“A mistura de etanol anidro na gasolina tem muitas vantagens econômicas, sociais e ambientais, incluindo a geração de emprego e renda nas áreas rurais; a redução da dependência de fontes de energia não-renováveis e importadas; o combate ao aquecimento global, pois o biocombustível reduz em até 90% a emissão de CO2eq em comparação com a gasolina, e a redução da emissão de poluentes nocivos à saúde, como material particulado fino MP 2,5 (-96%), CO (-81%), hidrocarbonetos policíclicos aromáticos – PAHs (-67% a -96%), e potencial genotóxico (-72% a -83%)”, afirma a entidade.

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