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Etanol hidratado inicia maio em baixa com mercado mais líquido e pressão da oferta

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Avanço da moagem e necessidade de liberação de estoques mantêm preços pressionados; indicador Cepea registra menor patamar desde junho de 2024

Os preços do etanol hidratado iniciaram maio ainda pressionados no mercado spot, em um ambiente marcado por ritmo lento de negócios, menor participação de compradores e aumento da oferta no Centro-Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto parte dos vendedores manteve posição firme nos preços, algumas unidades precisaram negociar o biocombustível a valores mais baixos devido à necessidade de abrir espaço nos tanques ou por questões financeiras.

De acordo com o Centro de Pesquisas, alguns vendedores tentaram elevar os preços e obtiveram sucesso pontual em determinadas negociações. Pelo lado da demanda, as distribuidoras ampliaram o volume de compras em São Paulo e em importantes estados produtores, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ainda assim, os preços seguiram em queda nesses mercados em um cenário de maior liquidez.

Abril teve menor preço do etanol desde junho de 2024

Segundo levantamento do Cepea, a média de preços do etanol hidratado em abril — primeiro mês oficial da safra 2026/27 — atingiu, em termos reais, o menor patamar desde junho de 2024.

De acordo com pesquisadores do Centro de Pesquisas, o movimento de baixa refletiu principalmente o aumento da oferta no mercado, impulsionado pelo avanço da moagem no Centro-Sul. Neste ano, a colheita e o processamento da cana foram favorecidos pelo baixo volume de chuvas, acelerando a entrada da nova safra.

O Cepea também apontou que, ao longo de abril, a comercialização ocorreu de forma pontual, envolvendo pequenos volumes, enquanto as distribuidoras permaneceram mais afastadas das compras na maior parte do mês.

Mesmo diante desse comportamento mais cauteloso da demanda, o volume total de etanol hidratado comercializado pelas usinas paulistas cresceu de forma expressiva. Segundo dados do Cepea, as vendas avançaram 75,1% na comparação com março e 24,8% frente a abril do ano passado.

O cenário de incerteza segue no radar do setor sucroenergético. Conforme agentes consultados pelo Cepea, os preços mais baixos do etanol e do açúcar aumentam as preocupações em relação ao desempenho econômico da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil.

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