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Etanol hidratado: vendas batem recorde em Minas Gerais em agosto

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O Estado de Minas Gerais retomou o segundo lugar no Ranking Nacional de Produção de Cana-de-açúcar

O mês de agosto marcou uma reviravolta nas vendas de etanol hidratado em Minas Gerais, com um aumento surpreendente de 24,5% em relação a julho. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras venderam um total de 163.932 metros cúbicos do biocombustível, impulsionando um aumento de 17,06% nas vendas em comparação com agosto de 2022.

O destaque desse crescimento está na vantajosa relação de preço do etanol em relação à gasolina durante o mês de agosto. O aumento significativo nos preços médios da gasolina, anunciado pela Petrobras em agosto, tornou o etanol uma opção mais econômica para os consumidores, estimulando um aumento no consumo.

Apesar desse aumento expressivo em agosto, as vendas de etanol ainda não se recuperaram totalmente no acumulado do ano. De janeiro a agosto, as vendas de etanol em Minas Gerais registraram uma queda de 21,7%, comparada com o mesmo período do ano passado, totalizando 1,037 milhão de metros cúbicos negociados.

Mário Campos, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), comentou sobre essa tendência de retorno dos consumidores ao etanol: “Os dados da ANP demonstraram um aumento no consumo de etanol hidratado, não apenas em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. No entanto, ainda estamos abaixo dos resultados dos anos anteriores. Isso já reflete, em primeiro lugar, a atratividade do preço do etanol em relação à gasolina. Em Minas Gerais, a diferença de preço entre o etanol hidratado e a gasolina chega a quase R$ 2, o que tem levado muitos consumidores a escolher o etanol como a opção mais econômica.”

Além da vantagem de preço, a estabilidade tributária desempenhou um papel fundamental no aumento das vendas de etanol. Campos destacou as mudanças tributárias que ocorreram desde novembro de 2021 e a recomposição desses tributos ao longo de 2023, afirmando que “com a estabilidade tributária, observamos um efeito maior na relação entre oferta e demanda nos preços dos combustíveis, o que tornou o etanol mais competitivo. Estamos em uma safra que se prevê recorde, não apenas em Minas Gerais, mas em toda a região Centro-Sul do país. Além disso, contamos com a oferta de etanol de milho, o que contribui para uma oferta substancial de etanol no mercado, e esse biocombustível precisa ser vendido.”

A moagem de cana-de-açúcar do Centro-sul do Brasil na temporada 2023/24 foi estimada em recorde de 624,5 milhões de toneladas, de acordo com a consultoria Datagro. O Estado de Minas Gerais segue em recorde também.

De acordo com dados da SIAMIG, a expectativa é de uma colheita que pode atingir 75 milhões de toneladas, representando um aumento de 10% em relação às 68,1 milhões de toneladas processadas na safra anterior.

Ao final da safra, Minas Gerais tem grandes chances de retomar a posição de segundo maior produtor de cana do Brasil. O maior volume já processado no estado ocorreu durante a temporada 2020/21, quando foram moídas 70,8 milhões de toneladas de cana.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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