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Mesmo com uma escala de consumo baixa, o preço do etanol hidratado continua em alta. De acordo com especialistas, a falta de produto é acentuada a ponto de forçar reajustes nas pontas iniciais das cadeias, mesmo para a demanda básica.

Na semana de 12 a 16, o biocombustível teve uma forte recomposição, de acordo com o Cepea, de 8,90% nas usinas, e começará os negócios nesta segunda (19) a R$ 2,5852 o litro, livres. Nas duas anteriores as altas foram de 2,50% e 0,39%.

A safra do Centro-Sul começou lenta com a estiagem antecipada e as indústrias também segurando a produção à espera de uma definição mais clara do mercado, tanto de parte do consumo quanto do cenário do petróleo e seu impacto na gasolina.

A situação de menor oferta encontrou a cadeia posterior desabastecida, contando, igualmente, com a manutenção de competitividade do etanol sobre a gasolina, que, inclusive, foi reajustado nas refinarias em 1,9% pela Petrobras.

O relaxamento do grau de restrições impostas no combate à pandemia deve oxigenar um pouco mais o consumo. Mesmo que paulatinamente, a oferta do produto deve aumentar nas próximas semanas.

Isso acontece porque a safra de cana, iniciada oficialmente em 1º de abril no Centro-Sul, vai ganhando ritmo. No entanto, mesmo assim, os volumes podem ser menores que tradicionalmente, visto que o setor pode priorizar a matéria-prima para a fabricação de açúcar caso o etanol passe a não compensar.

Por: redação 

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