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Etanol segue em alta em São Paulo com chuvas e demanda aquecida

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Preços tiveram em agosto a primeira alta mensal da safra 2026/27; volume de hidratado negociado pelas usinas paulistas foi o maior desde janeiro de 2025

As cotações dos etanóis anidro e hidratado seguem em alta no mercado paulista, mesmo diante de uma safra robusta e de estoques altos. Segundo o Cepea, as chuvas recentes nas regiões produtoras do Centro-Sul provocaram paralisações das atividades e contribuíram para manter a firmeza dos vendedores.

Quanto à demanda, de acordo com pesquisadores do Cepea, distribuidoras menores fecharam novas aquisições nos últimos dias, com as vendas aquecidas de combustíveis na ponta varejista, devido ao feriado de 7 de setembro.

O movimento dá continuidade à valorização observada em agosto, quando os preços médios dos etanóis hidratado e anidro avançaram no estado de São Paulo e registraram a primeira alta mensal da temporada 2026/27.

Segundo o Cepea, a valorização no mês esteve relacionada à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, com possibilidade de paralisações das atividades industriais, e à alta do açúcar no mercado externo, em meio às preocupações com uma possível menor disponibilidade do produto em países produtores.

Demanda sustenta negócios

Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea destacam que a volta às aulas aumentou o número de veículos em circulação e levou mais compradores ao mercado spot.

A vantagem de preços do etanol hidratado na ponta varejista também continuou dando margem para que os consumidores optassem pelo biocombustível, contribuindo para o aquecimento dos negócios no segmento produtor.

Em agosto, as distribuidoras seguiram comprando novos volumes para recompor estoques e, segundo o Cepea, tiveram de aceitar os valores ofertados pelas unidades produtoras.

Nesse cenário, o volume de etanol hidratado negociado pelas usinas paulistas em agosto foi o maior desde janeiro de 2025, conforme levantamento do Cepea.

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