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Expansão do milho abre caminho para a aposta em etanol, diz CEO da Vibra

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A maior distribuidora de combustíveis do Brasil quer levar o etanol de milho a lugares em que a gasolina ainda é predominante.

A Vibra Energia espera se beneficiar do aumento expressivo na produção de etanol de milho no país para expandir as vendas do biocombustível nos estados do Norte e Nordeste, que ainda são fortemente dependentes de combustíveis fósseis, de acordo com o CEO Ernesto Pousada Jr.

O etanol brasileiro é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar há décadas e, em grande parte, consumido perto das áreas de produção na região Sudeste.

Mas a produção de milho – normalmente utilizado nos Estados Unidos como matéria-prima do etanol – está se expandindo rapidamente para os estados do Centro-Norte, desencadeando uma onda de investimentos em novas usinas de biocombustíveis que utilizam o grão como principal ingrediente.

“O etanol, na nossa opinião, crescerá em direção ao Norte e ao Nordeste”, afirmou Pousada em entrevista em Nova York na semana passada, acrescentando que a utilização do milho como matéria-prima tornará o biocombustível competitivo em áreas em que o etanol de cana é demasiadamente caro para competir com a gasolina. “A Vibra permitirá que isso aconteça por meio de sua infraestrutura logística.”

A Vibra (anteriormente conhecida como BR Distribuidora), que opera mais de 8.400 postos de gasolina em todo o país, tem investido em energias renováveis como parte dos esforços para colher dividendos da transição energética. O etanol desempenha um papel central na estratégia da empresa, que também inclui investimentos em biogás, energia solar e carregamento de veículos elétricos.

A Vibra, que pertencia à Petrobras até sua venda em 2019, formou uma joint venture com a Copersucar no ano passado que se tornou uma das maiores comercializadoras de etanol do país.

“O etanol será um combustível de transição de longo prazo e continuará a crescer” no Brasil, disse Pousada.

A Vibra, que abastece seis em cada dez voos comerciais no Brasil, também está disposta a investir em combustível de aviação verde, disse o CEO.

A empresa assinou no ano passado acordo para vender o chamado combustível de aviação sustentável – ou SAF, na sigla em inglês – a partir do óleo de palma que a startup Brasil BioFuels pretende produzir a partir de 2025. Pousada disse ver espaço para novas parcerias ou mesmo investimentos na produção, embora a empresa ainda não esteja procurando oportunidades.

Além de substituir o uso de combustíveis fósseis, o SAF também poderá se tornar uma commodity de exportação no Brasil, disse ele.

“Não é apenas uma proteção para o nosso negócio, mas uma oportunidade de crescimento”, disse Pousada.

Bloomberg 
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