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Exportações do agro somam US$ 15,4 bilhões em março, com leve queda anual, aponta Itaú BB

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Resultado reflete desempenho misto entre cadeias, com avanço da soja e proteínas e recuo em etanol, açúcar refinado e café

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 15,4 bilhões em março de 2026, com leve queda de 0,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No complexo soja, os embarques de grãos somaram 14,5 milhões de toneladas, com receita de US$ 5,9 bilhões. O volume ficou 1% abaixo do registrado em março de 2025, enquanto o preço médio avançou 5,3% na mesma base de comparação.

As exportações de farelo de soja cresceram 4%, totalizando 1,9 milhão de toneladas, com alta de 0,8% no preço médio. Já o óleo de soja registrou queda de 7,8% no volume embarcado, somando 180 mil toneladas, enquanto os preços avançaram 13% na comparação anual.

No setor sucroenergético, os embarques de açúcar VHP atingiram 1,6 milhão de toneladas, alta de 2% frente ao mesmo período do ano anterior, com recuo de 24% no preço médio. O açúcar refinado teve queda de 19% tanto em volume quanto em preço. As exportações de etanol somaram 74 mil toneladas, recuo de 68%, enquanto os preços subiram 7%.

Entre as proteínas, a carne bovina registrou embarques de 234 mil toneladas, alta de 8,7% na comparação anual. O preço médio avançou 19%, atingindo US$ 5.815 por tonelada. A China respondeu por 44% do volume exportado.

As exportações de carne de frango somaram 431 mil toneladas, crescimento de 6%, com estabilidade nos preços. Já a carne suína apresentou alta de 28% no volume embarcado.

Outros destaques incluem o algodão, com avanço de 45% nas exportações, apesar da queda de 9,4% nos preços, e o milho, que registrou alta de 13% no volume. Por outro lado, o café verde apresentou recuo de 31% nos embarques.

O levantamento também aponta aumento nos custos logísticos, especialmente nas exportações para o Oriente Médio. O frete marítimo de contêiner refrigerado passou de cerca de US$ 2.800 para até US$ 7.000 por unidade, em meio a restrições em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

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