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Fenasucro & Agrocana apresenta megatendências da bioenergia

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Exaltando o protagonismo do Brasil na produção de cana-de-açúcar e o seu potencial para a expansão do etanol nos próximos anos, a 29ª Fenasucro & Agrocana teve início nesta terça-feira (15), em Sertãozinho/SP. A feira é a única do mundo dedicada exclusivamente à cadeia de bioenergia e, nesta edição, tem como foco a sustentabilidade, os biocombustíveis e energias limpas.

Tradicionalmente conhecida por ser referência no lançamento de tecnologias e inovações para o setor, a feira mais uma vez mostrou sua importância apresentando logo no primeiro dia as megatendências da bioenergia. A explanação ocorreu durante a 10ª Conferência DATAGRO & CEISE Br com a presença do presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, e do diretor de Relações Governamentais e Regulamentação Veicular da Toyota do Brasil, Roberto Braun.

Em busca da neutralidade de carbono, a Toyota desenvolveu quatro tecnologias de eletrificação veicular – Híbrido Flex, Híbrido Plug-in, Bateria elétrica e Hidrogênio, de acordo com cada contexto e as necessidades dos clientes, e anunciou que a mobilidade de baixo carbono é a pauta do futuro.

“O Brasil tem uma das energias mais limpas do mundo, o que favorece veículos elétricos. É prático, sustentável e acessível. Hoje, um carro híbrido-flex abastecido com etanol 100% tem emissão de carbono mais baixa do que um elétrico na Europa”, destacou Braun.

O diretor da Toyota Brasil também reafirmou, com base em um estudo da JAMA (Associação dos Fabricantes de Veículos do Japão), que é necessário aumentar o uso de combustíveis neutros em carbono, pois só a eletrificação veicular não será suficiente para evitar as mudanças climáticas.

“Por conta da nossa trajetória, estamos trazendo para o Brasil mais um modelo, que é o híbrido flex compacto. A ideia é trazer mais acessibilidade a essa tecnologia, mais próximo da sociedade, não só do Brasil como em toda a América Latina”, adiantou o executivo da Toyota.

Dentro desse contexto, o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, anunciou algumas vantagens econômicas do uso de etanol, como a elevada octanagem em substituição de aromáticos cancerígenos; o preço acessível ao consumidor; a promoção de emprego e renda; e detalhou o crescimento da oferta de etanol de milho e a projeção da produção até 2031.

“A produção de etanol de milho está tendo uma expansão de oferta, contribuindo dessa forma para aumentar a disponibilidade de etanol, pois o Brasil é o terceiro maior consumidor de energia para transportes do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da China e à frente da Índia, que tem uma população de 1,4 bilhão de pessoas, e do Japão e da Rússia”, apontou Nastari.

Dentro das megatendências apresentadas, ele também citou oportunidades com o bagaço e palha da cana-de-açúcar como aproveitamento energético, assim como o biogás e o biometano, o etanol de 2ª geração, além do hidrogênio, como um combustível líquido de alta densidade energética e baixa pegada de carbono, produzido de forma eficiente e sustentável.

“O etanol é um grande carregador de hidrogênio. Nas tecnologias em que você valoriza o hidrogênio, o etanol vale o dobro do que a gasolina. Então, é por isso que a gente acredita que estamos caminhando em direção à era do hidrogênio. O Brasil já está nessa era, com a distribuição de 41.800 postos de distribuição de etanol. Nós já resolvemos o desafio de distribuição do hidrogênio no Brasil”, pontuou Nastari.

Nova fábrica de insumos

Ainda no primeiro dia da feira, a Canaoeste promoveu o lançamento de sua fábrica de insumos biológicos, a CanaoesteBio – Tecnologia Sustentável.

Os bioinsumos são produtos feitos a partir de microrganismos, materiais vegetais, orgânicos ou naturais que são utilizados nos sistemas de cultivo agrícola para combater pragas e doenças, melhorar a fertilidade do solo, além de aprimorar a disponibilidade de nutrientes para as plantas. Por apresentar baixa toxicidade e ser biodegradável, o bioinsumo proporciona a agricultura sustentável e reduz os impactos em comparação com os agroquímicos comuns.

De acordo com o gestor da CanaoesteBio, André Volpe, a implantação da fábrica consumiu o período de um ano na fase de construção e, agora, a unidade está pronta para entrar em operação. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões no projeto e a fábrica terá capacidade de produção estimada entre 100 e 120 mil litros/ano. Toda a produção será destinada exclusivamente aos associados da entidade.

“Estamos sempre em busca de respostas que produzam impacto no campo, seja na redução de custos, seja em benefícios ou acesso à novas tecnologias”, disse o presidente da Canaoeste, Fernando dos Reis Filho.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

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