Home Últimas Notícias Feplana defende selo verde, mas sem prejudicar mercado de CBios
Últimas Notícias

Feplana defende selo verde, mas sem prejudicar mercado de CBios

Compartilhar

As usinas de biocombustíveis que adquirem as matérias-primas da agricultura familiar e promovem o uso sustentável do meio ambiente podem vir a receber um selo socioambiental, agregando valor a produção. O debate está acelerado na Câmara Federal. Em menos de dois meses de apresentado por meio do Projeto de Lei (PL 1799/22), já pode ser votado pelo plenário após a sua aprovação, na semana passada, de trâmite em regime de urgência –  quando não passa pelo debate nas comissões.

A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) defende o princípio dessa matéria, mas não a forma da  tramitação definida, pela restrição dos debates. A entidade canavieira também discorda do que chama de “jabutis” inseridos neste PL que prejudicarão o RenovaBio, em especial o mercado de CBios, ao retirar das distribuidoras as metas obrigatórias pela descarbonização.

“Já não basta, por decreto federal, ter adiado as metas das distribuidoras de combustível com o CBios deste ano. Agora, dentro de um PL voltado à criação de um selo verde e social dos biocombustíveis, busca-se retirar de vez a responsabilidade das distribuidoras com o RenovaBio”, fala Paulo Leal, presidente da Feplana.

A entidade garante que isso ocorrerá porque o PL propõe a modificação da lei do RenovaBio, de modo a ser compatibilizada com as regras do Selo. E o faz para atender interesses de um único segmento da cadeia dos biocombustíveis, retirando as responsabilidades das distribuidores de comprovação da meta individual e transfererindo para a produtora de combustíveis fósseis. “Na prática, as distribuidoras não mais participarão do mercado de carbono em um claro desvio de função do programa e prejuízos para a sociedade”, diz Leal.

No caso, se isso ocorrer, a compra dos CBios ficará exclusiva para a produtora de combustíveis fósseis, isentando as distribuidoras, gerando instabilidade para o RenovaBio, que já é exemplo mundial. “A criação do selo é importante, mas estas outras coisas vão na direção contrária do que o setor e a sociedade necessitam. Se é para atualizar o RenovaBio que seja para potencializar a sua questão verde e social, a exemplo do que um outro PL já propõe e ainda garante a segurança jurídica da participação dos produtores rurais de biomassa dos biocombustíveis, aumentando a qualidade e a quantidade dos CBios no mercado de carbono”, finaliza Leal.

Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Preços do etanol despencam nas usinas enquanto valores nos postos têm leve recuo

Os preços do etanol nas usinas de São Paulo registraram queda de...

Últimas Notícias

Rubi S.A. de Uruaçu recebe visita de lideranças industriais e reforça protagonismo no setor bioenergético goiano

Unidade no Norte de Goiás destaca impacto econômico e social na região,...

Últimas Notícias

Preço do diesel dá trégua em abril após subir de 22% desde o início do conlfito EUA-Irã

Dados da Veloe destacam que os preços dos combustíveis atingiram pico no...

Últimas Notícias

Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 28, durante a Agrishow,...