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Governo de Goiás cria política estadual de biocombustíveis

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O governador Ronaldo Caiado (União) assinou na quinta-feira, 11, o projeto de lei que institui a política estadual de biocombustíveis de Goiás. A iniciativa visa valorizar a produção local de biocombustíveis, fortalecer a indústria estadual, ampliar o valor agregado à produção agrícola e estimular o crescimento econômico regional.

“Acredito na ciência, no investimento, no talento, na inovação e na tecnologia”, destacou Caiado, assegurando que o projeto será encaminhado para apreciação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o mais rapidamente possível.

A medida busca ainda incentivar o consumo de combustível sustentável, valorizar recursos energéticos renováveis, incentivar a aquisição e utilização de veículos elétricos e híbridos, além de promover a instalação de pontos de recargas para eles.

“Acreditem e invistam em Goiás”, declarou Caiado ao lado da primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, durante a assinatura do texto, realizada em encontro com empresários do setor no Palácio das Esmeraldas.

Outras ações previstas incluem a expansão do benefício fiscal do etanol hidratado de milho para o etanol proveniente de qualquer matéria-prima, por meio de projeto de lei; um decreto que amplia o benefício fiscal do etanol anidro; e uma legislação que estimula o abastecimento da frota pública estadual com etanol.

Segundo o governo, ao fomentar a produção e o consumo de biocombustíveis, Goiás se alinha a práticas sustentáveis que reduzem as emissões de gases de efeito estufa (GEE), promovem o desenvolvimento regional e estimulam a economia.

O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol de Goiás (Sifaeg), André Rocha, afirmou que a ação do governador assinala “a retomada do setor de bioenergia do estado”. Ele destacou que o setor reconhece as medidas que a atual administração implementa em benefício dos investidores.

O encontro contou com a participação de representantes de quatro usinas sucroenergéticas do estado: BP Bunge, com unidades em Itumbiara e Edeia; Nardini Agroindustrial, situada em Aporé; CerradinhoBio, instalada em Chapadão do Céu; e o grupo goiano Vale do Verdão.

Entre as iniciativas de Goiás para apoiar o setor canavieiro, o governo destaca a revitalização da infraestrutura viária. Um exemplo é a pavimentação da rodovia GO-487, que conecta Edeia, Vicentinópolis e Porteirão, realizada em colaboração com a usina Caçu.

As empresas também têm a opção de participar do programa Pró-Goiás, que oferece créditos outorgados e redução na alíquota de contribuição para o Fundo de Proteção Social do Estado (Protege).

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referentes à safra 2023/24, Goiás permanecerá como o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, com uma produção estimada em 76 milhões de toneladas.

A produção de etanol é projetada em 5,5 bilhões de litros, o que posicionaria o estado como o segundo maior produtor nacional. Em ambos os casos, São Paulo mantém a liderança.

No que se refere à bioeletricidade, Goiás ocupa a quarta posição, contribuindo com 10% da produção nacional, ficando atrás de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esses dados são fornecidos pela União da Agroindústria Canavieira (Unica).

Jornal Opção/Cilas Gontijo

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