Home Últimas Notícias GVO busca financiamento de R$ 135 milhões para recuperação judicial e manutenção de operações
Últimas Notícias

GVO busca financiamento de R$ 135 milhões para recuperação judicial e manutenção de operações

Compartilhar

O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), tradicional ator do setor sucroalcooleiro, negocia um financiamento de R$ 135 milhões com o BTG Pactual como parte de sua estratégia de recuperação judicial. Os recursos, enquadrados como Debtor-in-Possession (DIP), seriam destinados prioritariamente ao pagamento de passivos trabalhistas e à recomposição do caixa da empresa, com foco na manutenção das operações da Usina Catanduva, em Ariranha (SP).

A operação, que depende de homologação judicial e aprovação dos credores, visa assegurar a moagem anual de 4 milhões de toneladas de cana – parte proveniente de fornecedores terceiros – e a geração de mais de mil empregos diretos e indiretos.

Em sua análise sobre o pedido de suspensão dos leilões de ativos do Grupo Virgolino de Oliveira, o juiz Vinícius Maia Viana dos Reis, da Vara Única de Santa Adélia, adotou uma decisão equilibrada que busca conciliar os diferentes interesses envolvidos no processo de recuperação judicial.

O magistrado manteve os leilões já agendados para as UPIs Usina José Bonifácio, Terras Parte II e Imóveis Urbanos, porém determinou a suspensão dos efeitos desses processos até a votação do novo Plano de Recuperação Judicial (PRJ), marcada para abril de 2025. Paralelamente, autorizou a continuidade dos processos licitatórios referentes a outras unidades do grupo, como Monções, Itapira e Terras Parte I, uma vez que as condições para os credores desses ativos não seriam alteradas pelo novo plano.

Complementando essas medidas, o juiz designou a realização de Assembleias Gerais de Credores para os dias 14 e 28 de abril, quando será submetido à apreciação o PRJ revisado. Em sua fundamentação, o magistrado destacou como fator determinante para a revisão do plano o bloqueio de R$ 54,8 milhões efetuado pela Coopersucar a título de provisões trabalhistas, valor que comprometeria significativamente o pagamento das obrigações trabalhistas com vencimento previsto para abril de 2025.

Próximos passos

A efetivação do financiamento e a aprovação do novo PRJ são consideradas essenciais para regularizar passivos trabalhistas; garantir a safra 2025/26 na Usina Catanduva; e preservar a cadeia produtiva regional. O desfecho do caso permanece condicionado às decisões dos credores e do Poder Judiciário nas próximas semanas.

Com informações de processos judiciais e documentos corporativos citados no Jornal O Regional

Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Açúcar reage após queda recente com suporte do câmbio e menor oferta global

Força do real e perspectiva de menor produção no Brasil sustentam recuperação...

Últimas Notícias

Tereos abre inscrições para o Programa Jovem Aprendiz

Iniciativa une formação técnica e experiência prática para jovens que desejam iniciar carreira...

Últimas NotíciasDestaque

Safra de cana em Minas deve crescer 11,6% e atingir 83,3 milhões de toneladas em 2026/27

Segundo a SIAMIG Bioenergia, avanço é puxado por ganho de produtividade e...

Últimas Notícias

Governo deve anunciar aumento da mistura do etanol na gasolina para 32%

Medida que eleva teor de biocombustível compõe pacote do governo de ações...