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Há boa perspectiva em projetos de combustível sustentável, diz executivo do BNDES

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera “bons resultados” na chamada pública que fez recentemente para novos projetos de produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e de combustível sustentável marítimo, disse o chefe do departamento de biocombustíveis do banco de fomento, Mauro Mattoso, ao Broadcast Agro.

Nos bastidores da 24ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo, Mattoso informou também que as propostas dos interessados serão apresentadas até o fim de outubro. “Tendo em vista o cenário do novo marco legal do Combustível do Futuro, estamos superanimados em relação às propostas que virão”, prosseguiu.

Ele disse, porém, ainda não ter condições de adiantar o número de interessados ou o volume de crédito solicitado para essas iniciativas: “Só mesmo quando o prazo acabar”.

De todo modo, Mattoso garantiu que “há expectativa muito grande” por parte do BNDES. “A aprovação do Combustível do Futuro vai ajudar bastante, ou seja, a criação de um mandato para a produção de combustível sustentável de aviação e marítimo e, também, o aumento da mistura de biodiesel ao diesel”, disse.

Ele ainda continuou: “Há uma expectativa enorme de crescimento e de investimento, lembrando ainda que plantas de SAF, por exemplo, exigem muita tecnologia e aportes. É um grande desafio tecnológico”.

Mattoso acrescentou que, até 2027, o SAF já deve começar a ser utilizado conforme normativas do Combustível do Futuro. “Então, temos de aprovar projetos já no ano que vem. Precisamos começar agora”, afirmou.

Em relação ao Fundo Clima, que é gerido pelo BNDES e deve liberar, este ano, R$ 10 bilhões para projetos sustentáveis – entre eles, alguns voltados ao agronegócio, como o recentemente aprovado para a cooperativa Coamo, na construção de uma planta de etanol de milho –, Mattoso comentou que espera o mesmo volume de recursos para esta carteira no ano que vem.

“A expectativa é de pelo menos R$ 10 bilhões para 2025, embora isso ainda dependa de captações do governo federal; esperamos pelo menos manter este valor”, afirma. Mattoso informou também que os recursos de 2024 já estão quase no fim. “Ainda há alguns poucos projetos que podemos financiar, mas os R$ 10 bilhões já foram praticamente esgotados”, completa.

Agencia Estado/Tânia Rabello

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