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Índia ainda espera chuvas de monções acima da média, em impulso para agricultura

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A Índia deverá receber chuvas de monções acima da média este ano, informou o departamento de meteorologia indiano nesta segunda-feira, 27, mantendo sua previsão de abril e a possibilidade de maior produção agrícola e crescimento econômico na terceira maior economia da Ásia.

Espera-se que as chuvas de monções deste ano sejam 106% da média de longo prazo, disse o diretor-geral do Departamento Meteorológico da Índia (IMD, na sigla em inglês), Mrutyunjay Mohapatra, em uma coletiva de imprensa virtual.

O IMD define a precipitação média ou normal como sendo entre 96% e 104% de uma média de 50 anos de 87 cm (35 polegadas) para a temporada de quatro meses que começa em junho.

As monções, essenciais para a economia de quase US$ 3,5 trilhões da Índia, fornecem quase 70% da chuva necessária para regar as plantações e reabastecer os reservatórios e aquíferos. Quase metade das terras agrícolas da Índia, sem nenhuma irrigação, depende das chuvas de junho a setembro para cultivar várias culturas, como arroz, milho, algodão, soja e cana-de-açúcar.

Chuvas abundantes podem elevar a produção agrícola e o crescimento econômico de forma geral, ajudando a reduzir a inflação dos preços dos alimentos, que permaneceu acima do nível de conforto do banco central nos últimos meses e o levou a resistir ao corte das taxas de juros.

Mohapatra disse que o fenômeno climático La Niña, que aumenta as chuvas na Índia, se instalaria em julho e setembro, elevando as chuvas em todo o país.

Os estados produtores de arroz e borracha do sul da Índia e os estados centrais produtores de soja, leguminosas, algodão e cana-de-açúcar provavelmente receberão chuvas de monções acima da média durante a estação, afirma Mohapatra.

Em contrapartida, os principais estados produtores de arroz no nordeste poderão receber chuvas abaixo da média, disse ele.

A Índia é o segundo maior produtor mundial de trigo, arroz e açúcar, e o maior importador de óleo de palma, óleo de soja e óleo de girassol.

Reuters/Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj

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