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Inmet alerta para seca e calor intenso nos próximos três meses em várias regiões do país

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê um período de seca intensa e temperaturas elevadas em diversas áreas do Brasil nos próximos três meses. De acordo com o Boletim Agroclimatológico, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão chuva abaixo da média, com calor extremo, o que deve aumentar o risco de queimadas e incêndios florestais.

No Sudeste, enquanto o sul de São Paulo pode ter chuvas acima da média, o norte do estado e o oeste de Minas Gerais devem enfrentar temperaturas elevadas e umidade do solo baixa.

A região Centro-Oeste, que já enfrenta seca desde maio, continuará com condições críticas, afetando especialmente Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As temperaturas serão elevadas, com níveis de umidade no solo muito baixos. A volta das chuvas é esperada apenas para outubro, mas de forma gradual. Em Mato Grosso, o plantio de grãos será diretamente impactado, com melhoria das condições climáticas somente em novembro.

No Nordeste, os estados do Piauí, Ceará e Bahia são os mais afetados pela previsão de chuvas muito abaixo da média. O calor intenso deve dominar o cenário, principalmente no Piauí e no oeste da Bahia, onde as altas temperaturas podem ultrapassar os 36°C. O litoral de estados como Alagoas e Sergipe pode ter melhores condições, com níveis de umidade estáveis até outubro, mas a situação também deve se deteriorar em novembro, com a redução das chuvas.

No Norte, estados como Amazonas, Pará e Tocantins devem sofrer com a escassez de chuvas. O leste do Amazonas e o sul do Pará, em particular, devem registrar temperaturas acima do normal, agravando as condições de seca e favorecendo incêndios. A expectativa de retorno das chuvas é mínima antes de novembro, quando os níveis de umidade no solo podem melhorar, mas ainda de forma limitada.

No Sul, a situação é mais favorável, com chuvas acima da média previstas para o Paraná e o Rio Grande do Sul, mas há risco de geadas em áreas de maior altitude, principalmente em setembro.

Com informações da Agência Estado/Gabriel Azevedo
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