Segundo diretor agrícola da bp bioenergy, estratégia deve considerar disponibilidade hídrica, solo, nutrição, variedades, colheita e capacitação das equipes
A adoção de sistemas de irrigação na cana-de-açúcar deve estar associada a um planejamento agrícola integrado, que considere a disponibilidade de água, as características de cada região, o manejo do solo, a nutrição, as variedades, a colheita, a tecnologia e a capacitação das equipes. A avaliação é de Rogério Bremm, diretor Agrícola da bp bioenergy, durante participação no Irrigacana 2026, realizado nesta quinta-feira (10), em Ribeirão Preto (SP).
Segundo Bremm, o ponto de partida para uma estratégia de irrigação é a elaboração de um plano diretor que considere as características de cada ambiente produtivo e organize o manejo da água ao longo da safra.
“Não basta simplesmente adicionar água ao sistema produtivo. É preciso estruturar o manejo de forma integrada, com planejamento e conhecimento técnico, para que a irrigação contribua efetivamente para a produtividade e para a segurança hídrica, com uso eficiente e responsável dos recursos e sempre em conformidade com a legislação e com as condições de disponibilidade de água de cada região”, afirmou.
Manejo deve considerar condições de cada área
De acordo com o executivo, os sistemas irrigados devem considerar, além da disponibilidade hídrica, fatores como características regionais, manejo do solo, nutrição, escolha de variedades, colheita, tecnologia e formação das equipes.
Na bp bioenergy, a estratégia combina dados próprios, referências de mercado e o acompanhamento dos projetos implementados para avaliar os resultados das diferentes iniciativas adotadas.
A gestão hídrica da companhia também considera a sazonalidade e inclui práticas como o reuso de água nas operações e a fertirrigação com vinhaça.
Atualmente, segundo Bremm, cerca de 92% dos canaviais da companhia utilizam vinhaça na fertirrigação. “Atualmente, cerca de 92% dos nossos canaviais utilizam a vinhaça na fertirrigação, uma prática que contribui para o aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, fortalece a circularidade e reduz a necessidade de captação de água”, explicou.



