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Irrigação por gotejamento eleva em até 92,8% produtividade da cana em usinas do Nordeste

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Resultados apresentados por cinco unidades mostram ganhos de produtividade, ATR e eficiência operacional com gotejamento mesmo em safra marcada por déficit hídrico severo

Usinas do Nordeste registraram ganhos de produtividade, ATR e eficiência operacional em áreas de cana-de-açúcar irrigadas por gotejamento subsuperficial, mesmo em uma safra marcada por déficit hídrico severo na região. Entre os resultados apresentados durante o Painel STAB Recife e Alagoas 2026 e compilados pela Netafim, a Usina Petribu (PE) alcançou produtividade 92,8% superior nas áreas com a tecnologia em relação aos demais sistemas, considerando o acumulado de 17 safras.

Os resultados envolvem também as usinas Porto Rico (AL), Japungu (PB), Caeté (AL) e Olho d’Água (PE) e mostram diferentes impactos da irrigação, desde aumento da produção por hectare até maior eficiência operacional e ganhos na quantidade de ATR obtida nas lavouras.

A adoção da tecnologia vem avançando na região. Atualmente, o Nordeste possui 33 mil hectares irrigados por gotejamento subsuperficial, área 83% maior que a registrada há cinco anos. A região reúne cerca de 75 unidades produtoras.

O sistema utiliza tubos gotejadores instalados abaixo do solo e próximos às raízes da cana, permitindo aplicar água e fertilizantes diretamente na região explorada pelo sistema radicular. A estratégia busca reduzir perdas por evaporação e aumentar a eficiência na utilização da água.

Segundo Thomas Silva, representante técnico de vendas da Netafim, os indicadores apresentados foram fornecidos pelas próprias usinas e consolidados a partir do acompanhamento dos projetos.

“Nosso papel vai além do fornecimento da tecnologia. Fazemos o acompanhamento agronômico e operacional dos projetos ao longo de toda a sua vida útil, sempre em parceria com as equipes técnicas das usinas. Isso nos permite compilar resultados consistentes e disponibilizar um panorama comparativo que pode servir de referência para outros produtores que avaliam investir na irrigação por gotejamento”, afirma.

A Usina Petribu, em Pernambuco, registrou ganho de 92,8% na produtividade em áreas irrigadas por gotejamento em relação aos demais sistemas, considerando o acumulado de 17 safras(Foto: Divulgação)

Petribu registra ganho de 92,8% em 17 safras

O resultado de maior amplitude apresentado foi o da Usina Petribu, em Pernambuco. No acumulado de 17 safras, a produtividade das áreas irrigadas por gotejamento ficou 92,8% acima da obtida com os demais sistemas.

Somente na safra 2025/26, a vantagem chegou a 83%. Segundo os dados apresentados, o histórico de quase duas décadas indica que o desempenho não ficou restrito a uma safra específica.

Na Usina Porto Rico, em Alagoas, o manejo integrado da irrigação em uma área de 2,2 mil hectares proporcionou aumento de 36% na produtividade em quatro anos.

De acordo com o levantamento, o incremento de produção obtido nessa área equivale ao que seria gerado pela incorporação de aproximadamente 846 hectares adicionais, sem a necessidade de expansão da área cultivada.

Na Japungu, na Paraíba, 35% da área própria estava equipada com irrigação por gotejamento, mas respondeu por 50% da produção própria da unidade em uma safra afetada pelas condições climáticas.

Além do desempenho agrícola, a usina registrou redução de 22% na utilização de mão de obra na casa de bombas com a adoção de telemetria. O sistema também permitiu a identificação preventiva de 500 anomalias durante a safra.

Caeté amplia área e Olho d’Água registra ganho em ATR

Na Usina Caeté, em Alagoas, a participação do gotejamento está em processo de expansão. A unidade passou de 910 hectares, equivalentes a 4% da área cultivada, para uma meta de 5.110 hectares, ou 20% da área.

Mesmo operando com uma lâmina de irrigação reduzida, de 2 milímetros por dia, as áreas com gotejamento apresentaram acréscimo de 10,1 toneladas de cana por hectare em relação ao sistema linear já na cana-planta.

Na Usina Olho d’Água, em Pernambuco, o resultado apareceu também na qualidade da matéria-prima. Um projeto baseado em fertirrigação de precisão por gotejamento atingiu 135,7 kg de ATR por tonelada de cana.

Segundo os dados apresentados, o desempenho representou incremento aproximado de cinco toneladas de ATR por hectare em relação à média registrada pela própria usina.

Para a Netafim, os diferentes resultados apresentados pelas unidades mostram o potencial do gotejamento para elevar a produtividade e a eficiência no uso da água, além de aumentar a previsibilidade da produção diante de condições climáticas adversas.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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