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Marcopolo inicia operação com micro-ônibus híbrido a etanol em parceria com bp bioenergy e Sertran

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Volare Attack 10, com tração 100% elétrica, gerador a etanol e autonomia de até 650 km, estreia em projeto piloto realizado na operação de uma das unidades da bp bioenergy

A Marcopolo, protagonista no desenvolvimento de soluções de mobilidade sustentável e referência mundial na fabricação de ônibus, iniciou, em parceria com a Sertran Transportes e a bp bioenergy, uma operação de demonstração do Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol, micro-ônibus desenvolvido para aplicações que exigem eficiência, autonomia e redução de emissões, com testes conduzidos em uma usina da bp bioenergy.

O modelo, lançado em 2024, integra o portfólio da Volare, marca da Marcopolo voltada a veículos compactos para transporte de passageiros, e passa a ser avaliado em condições reais de operação no transporte de colaboradores.

De acordo com a companhia, a iniciativa representa um avanço na adoção de novas tecnologias e na ampliação do uso de energia renovável na mobilidade. O diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo, Ricardo Portolan, afirma que o projeto reforça o compromisso da empresa com a transição energética do transporte brasileiro. “Este projeto representa um avanço concreto na adoção de novas tecnologias e na ampliação do uso de energia renovável na mobilidade. Ele reforça o compromisso da Marcopolo em liderar a transição energética do transporte brasileiro, contribuindo para a redução de emissões e para um futuro mais sustentável”, destaca.

Segundo o CEO da Sertran, Mauro Picinato, a iniciativa teve origem há cerca de três anos, a partir da apresentação de um projeto embrionário de veículo híbrido movido a etanol como alternativa tecnológica para a descarbonização do transporte. “Imediatamente reconhecemos o alinhamento com nosso setor de atuação, estratégia e missão. Aderimos ao projeto pela forte sinergia operacional e ambiental, especialmente pelo uso de um combustível produzido pelo próprio cliente, e para sermos pioneiros na adoção desta solução, reforçando nosso papel como agentes ativos na transformação tecnológica do setor”, afirma.

A implementação do projeto reúne competências complementares das três empresas. A Marcopolo é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia e pelo acompanhamento técnico da operação; a Sertran fará a condução do veículo no transporte de colaboradores; e a bp bioenergy participa como parceira estratégica do piloto, disponibilizando uma de suas unidades como ambiente real de aplicação, além de fornecer o etanol utilizado no sistema híbrido.

De acordo com a bp bioenergy, a busca por combustíveis renováveis integra uma agenda contínua voltada à segurança, eficiência operacional e redução de emissões. Nesse contexto, a companhia avalia a maturidade de diferentes tecnologias para identificar as soluções mais adequadas às suas operações, com o etanol ocupando papel estratégico por ser um combustível renovável produzido pela própria empresa, em linha com a lógica de circularidade.

O diretor de Supply Chain e Operações Administrativas da bp bioenergy, André Monteiro, destaca o potencial da iniciativa. “Esse projeto tem valor por reunir diferentes competências em torno de um objetivo comum: testar caminhos viáveis para a evolução do transporte com menor intensidade de carbono. Ao mesmo tempo, ela evidencia o potencial da bioenergia brasileira e o papel dos biocombustíveis na transição energética, contribuindo não apenas para a operação, mas também para o amadurecimento desse tipo de solução no setor”, comenta.

O projeto-piloto será conduzido em uma das usinas da bp bioenergy, com rota operacional definida em conjunto com a Sertran, enquanto a engenharia da Marcopolo acompanhará continuamente a operação, avaliando o desempenho e realizando os ajustes técnicos necessários.

O Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol foi desenvolvido como uma solução voltada à descarbonização do transporte, combinando tração elétrica com geração de energia a partir do etanol. O modelo utiliza arquitetura Range Extender (REX), que une tração 100% elétrica a um sistema de geração embarcado.

A energia para a tração é fornecida por uma bateria de alta tensão, com capacidade de até 120 kWh, enquanto a reposição é realizada por um motor HORSE 1.0 Turbo, que atua exclusivamente como gerador, sem ligação mecânica às rodas, operando em faixa otimizada de eficiência.

Segundo a empresa, essa configuração permite autonomia entre 500 e 650 quilômetros sem necessidade de infraestrutura de recarga, ampliando a viabilidade do modelo em operações contínuas e em regiões com menor disponibilidade de eletropostos.

Com elevado nível de nacionalização e menor investimento inicial em comparação a veículos elétricos puros, o modelo também apresenta redução de emissões, ruído e vibração, além de menor desgaste de componentes, o que contribui para a redução dos custos de manutenção ao longo da operação.

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