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Mato Grosso comercializou milho 14,44% abaixo da média dos últimos cinco anos

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Os produtores de milho do Mato Grosso já comercializaram 76,78% do total da produção da temporada 2022/23, com um avanço mensal de 4,93% em outubro de 2023, no entanto, o volume está 14,44% abaixo da média dos últimos cinco anos. O valor também está 6,8% aquém da safra anterior 2021/22. Os dados são do último relatório divulgado pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Esse incremento se deve à necessidade dos produtores em liberar espaço nos armazéns, no qual o avanço só não foi maior devido à retração de 2,70% no preço comercializado do grão ante a setembro de 2023, que fechou na média de R$ 35,94/sc. “Vale ressaltar que a safra 22/23 está 14,44% atrasada em relação à média dos últimos cinco anos e 6,80% ante o ciclo passado”, disse o Imea.

Já no que se refere à safra 2023/24, segundo o Imea, as negociações chegaram a 13,90% do total estimado da produção, avanço de 3,37% quando comparado com o mês de setembro de 2023. Isso se deu pela melhora nos preços futuros do cereal, que fecharam na média de R$ 36,16/sc, alta de 5,60% ante a set/23.

“Apesar disso, as negociações do ciclo futuro estão 24,69% atrasadas em relação à média dos últimos cinco anos e 4,92% no mesmo período da safra 2022/23. Este nível aumentou 4,93% em relação ao mês anterior”, disse o Imea.

Na semana passada, o USDA trouxe os dados atualizados de oferta e demanda global do milho para a safra 23/24. O principal destaque do relatório foram os EUA, que apontaram uma oferta de 422,18 milhões de t, aumento de 9,85% em relação à safra passada, impulsionado pela maior estimativa de produção, 11,08% a mais que na safra 22/23.

Já na demanda do País, é projetado incremento de 9,85% ante a safra passada, totalizando 367,43 mi de t. Esse acréscimo foi puxado, principalmente, pela previsão de elevação nas exportações, que estão estimadas em 52,71 mi de t. Segundo o Imea, vale destacar que os EUA devem acrescentar no mercado mundial mais de 10,51 milhões de t de milho na safra futura.

“Dessa forma, com a projeção de maior oferta, os preços do milho na CME-Group desvalorizaram 1,43% no contrato jul/24 e 1,02% no contrato dez/24, no comparativo diário, menores níveis dos últimos meses”, disse o Imea.

 

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