Home Últimas Notícias Mercadante sobre a Raízen: Responsabilidade pela solução é dos acionistas, Cosan e Shell
Últimas Notícias

Mercadante sobre a Raízen: Responsabilidade pela solução é dos acionistas, Cosan e Shell

Compartilhar

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a responsabilidade pela recuperação da Raízen, empresa em recuperação extrajudicial, é dos sócios estratégicos, Cosan e Shell. Segundo ele, em entrevista à GloboNews, o banco tem o papel de ajudar a encontrar uma saída.

“A Shell é uma empresa que fatura de US$ 12 bilhões a US$ 15 bilhões no Brasil. Cerca de 20% das reservas de petróleo estão aqui, assim como 10% do lucro da companhia. Ela tem responsabilidade na recuperação da Raízen. São oito ou nove mil postos de gasolina com a marca Shell dentro da Raízen. Então, a Shell tem que entrar para valer para ajudar a resolver. Foi isso que dissemos a eles”, declara.

Ele ainda completa: “Em relação à Cosan, a mesma coisa. A Shell e a Cosan retiraram, em quatro anos, R$ 26 bilhões em dividendos da Raízen, que é uma empresa lucrativa, viável e estruturada, tanto na produção de etanol, maior produtora de etanol e açúcar do mundo, quanto na distribuição de combustíveis. Então, primeiro, eles têm que comparecer”.

O BNDES é credor, mas não está incluído na recuperação extrajudicial por ter garantias, explicou. “Somos a instituição mais protegida nesse episódio. Mas temos responsabilidade de ajudar a encontrar uma saída”, disse.

De acordo com Mercadante, a Raízen sinalizou ao mercado que continuará a pagar o BNDES. “Por ser um banco público, sempre há um tratamento diferenciado; somos parceiros de longo prazo. Mas temos garantias e estamos fora da recuperação. Ainda assim, temos responsabilidade de ajudar a empresa. É o papel do banco público”, justifica.

Entre as alternativas para a recuperação, Mercadante afirmou que é possível realizar uma oferta de ações para capitalizar a companhia. Ele acrescentou que a alta do petróleo, em função da guerra, tende a impactar o preço do etanol, o que pode ampliar as margens da Raízen e melhorar seu desempenho nos próximos trimestres.

“A empresa tem ativos relevantes, como a Rumo, na área de logística. É um grupo com ativos fortes, mas que estava muito alavancado. Houve erro dos sócios, inclusive, porque o grupo Cosan retirou recursos em dividendos da Raízen para comprar a Vale, o que não deu certo – foi uma operação equivocada. A empresa tem excelentes ativos, é rentável, e houve um erro estratégico recente na gestão, mas é uma empresa fantástica”, avalia.

O Globo

Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
DestaquePopularÚltimas Notícias

RPA Consultoria estrutura roadmap em Moçambique diante de desafios produtivos em usinas de cana

Análise em campo identifica gargalos estruturais, impactos climáticos e oportunidades de ganho...

etanol
Últimas Notícias

Aumento na mistura de etanol à gasolina melhora cenário para usinas

O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, está considerando aumentar a mistura...

Últimas Notícias

Sócios da Raízen resistem a aporte maior e pedem nova proposta aos bancos

Shell e Rubens Ometto, da Cosan, tinham colocado na mesa uma injeção...

Últimas Notícias

Vale fecha acordo com chinesa Shandong para afretar os primeiros navios movidos a etanol

A Vale fechou um contrato de afretamento de 25 anos com a...