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Moagem da safra 2022/23 deve ser 3,12% maior; Confira projeções para 2023/24

Colheita Cana (Ilustrativa/RPAnews)
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A moagem da safra de cana-de-açúcar 2022/23 do Centro-Sul do País, deve atingir 539,80 milhões de t, número 3,12% maior do que a última temporada, quando o setor moeu 523,44 milhões de t. Os dados são do mais recente levantamento do Pecege.

O ATR total também deve subir 2,86% para 76,931, enquanto o ATR médio fica 0,25% abaixo da última safra, em 142,52 kg/t. O mix de açúcar da atual temporada deve bater 43,94%, cerca de 1% abaixo de 2021/22.

Já o etanol cresce para 56,06% no mix, com uma produção total de 28,07 bilhões de l, com destaque de produção para o etanol hidratado, que teve uma alta de 6,22%, se comparado a temporada anterior, para 17,68 bilhões de litros do total produzido. A atenção para a alta de 1,90% na produção total de etanol se dá muito devido a produção do biocombustível a partir do milho, que cresceu 10,68% na safra e deve ser responsável por 3,84 bilhões de litros do total produzido.

O etanol anidro e hidratado para mercado interno no Estado de SP (R$/litro), ou seja, o preço recebido pelo produtor, deve fechar em uma média de R$ 3,60. Para a safra 2023/24, a projeção do Pecege é que este preço médio caia para R$ 3,15. Já o indicador do VHP para o Estado de SP deve fechar em uma média de  R$ 98,87 na safra 2022/23, caindo para R$91,26 na safra 2023/24. E o açúcar cristal em São Paulo também cai de R$ 119,79 na atual temporada, para R$ 111,96 em 2023.

Petróleo, câmbio e preços internacionais do açúcar

O brent do petróleo, de acordo com avaliação do Pecege, que até julho se manteve em US$111,93, tem tendência de queda para os próximos meses, podendo cair para baixo de US$ 95 a partir do início do próximo ano. As avaliações consideram ainda a questão da taxa de câmbio, que no histórico chegou a passar dos R$ 5,60, mas que ficou em R$ 5,39 até julho de 2022, tem tendência de queda a partir de outubro para valores próximos a R$ 5,10, índice que deve se manter até janeiro de 2024, segundo projeção do Pecege.

Os preços internacionais do açúcar, que chegaram a um US$18,35 cents em julho de 2022, devem se manter até o final do ano, mas apresentando uma leve queda a partir do início de 2023, voltando aos patamares mais próximos aos US$ 17 cents até pelo menos o início de 2024. Já o açúcar FOB, que atingiu R$ 2,30 mil também em julho de 2022, deve cair e se estabilizar durante o ano de 2023 em R$ 2,1 mil, segundo a projeção.

Etanol, açúcar e ATR: perspectivas

O alto preço registrado pelo VHP durante o mês de julho foi resultado da desvalorização cambial do período, devendo retornar para um patamar ligeiramente inferior durante o mês de agosto e nos períodos subsequentes. Para o acumulado safra, o Pecege espera que seu valor
seja equivalente ao preço médio registrado na safra 2021/22.

O preço do etanol já reflete as recentes mudanças tributárias, atingindo níveis inferiores aos do primeiro semestre. Além disso, com o avanço  na produção do canavial, garantindo bons níveis de estoques, e queda no preço do petróleo, os próximos meses devem apresentar uma manutenção dessa tendência de queda no preço do biocombustível.

Apesar do aumento verificado no mês de julho devido à valorização do VHP, o preço do Kg do ATR deve seguir com uma tendência de queda para os próximos meses. O preço do ATR, que chegou a atingir ao final de 2021 quase R$ 1,40 deve, de acordo com projeção do Pecege, se estabilizar nos próximos meses fechando a safra 2022/23 em R$ 1,1753.

“A atualização das nossas estimativas sugerem um valor de fechamento para a safra 22/23 em torno de R$ 1,1753, muito próximo ao registrado no encerramento do ciclo anterior”, disseram os analistas do Pecege que, para a safra 2023/24, projetam mais uma queda no preço do ATR, que deve atingir $ 1,1364.

 

Por Natália Cherubin 

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