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Moagem de cana: recuperação deverá ser menor, segundo a Copersucar

Foto/Ilustrativa: Colheita de Cana-de-açúcar
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A safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul não deverá se recuperar ainda nesta safra, 2022/23. Segundo a Copersucar, que reúne 36 usinas associadas na região com capacidade total para processar 100 milhões de toneladas de cana por safra, afirmou que os efeitos do clima adverso do ano passado devem reduzir o volume de moagem da safra 2022/23, que deve ficar entre 540 milhões e 548 milhões de toneladas.

De acordo com Tomas Caetano Manzano, CEO da Copersucar, durante a apresentação dos resultados da companhia na última safra, no início a expectativa era um pouco maior, mas a condição climática para o canavial tem tido impacto. “Hoje, a visão convergente é que safra deverá ter uma recuperação um pouco menor que a estimada inicialmente”, disse.

Mesmo um aumento limitado da safra não deverá significar necessariamente crescimento da produção, já que a concentração de sacarose na cana está pior. Segundo a Copersucar, a concentração média de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) no Centro-Sul deverá ficar entre 139 quilos e 140 quilos por tonelada de cana processada.

“Podemos vir a ter um cenário, na faixa mais pessimista, de um volume de ATR total próximo ao do ano passado. Pode ser um pouco maior se a produtividade agrícola evoluir um pouco com a condição climática depois do inverno”, disse Manzano.

Ainda de acordo com ele, o reflexo dessa oferta menor de matéria-prima sobre a produção de etanol ou açúcar vai depender do “mix” das usinas, que ainda é um fator de grande incerteza para a temporada. Mesmo com o setor entrando no terceiro mês de operação desta safra, a Copersucar trabalha com uma estimativa de que 41% a 44% da cana deverá ser destinada à produção de açúcar, abaixo dos 45% da safra passada.

Com isso, a produção de açúcar do Centro-Sul projetada para esta temporada deve ficar entre 30 milhões e 32 milhões de toneladas, abaixo das 34 milhões de toneladas da temporada passada. “Como consequência, as exportações deverão recuar das 25 milhões de toneladas registradas na última safra para algo entre 22 milhões e 24 milhões de toneladas”, disse Manzano.

 

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