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Moagem de cana sobe para 546,5 milhões de t

Colheita cana-de-açúcar (Foto/Ilustração)
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A moagem de cana-de-açúcar na safra 2022/23 deve atingir 546,5 milhões de t, o volume representa um aumento de 6,5 milhões de toneladas em relação à previsão anterior da HedgePoint Global Markets. Segundo relatório da companhia isso se deve aos maiores rendimentos dos canaviais, mesmo com o atraso na colheita e das chuvas.

De acordo com Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da HedgePoint, as chuvas recentes no Centro-Sul brasileiro e no norte da Índia aumentaram os temores quanto a um aperto de curto prazo na oferta, o que favoreceu a valorização do vencimento outubro do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).

“No entanto, precisamos ser cautelosos e analisar números e previsões meteorológicas”, afirma. Segundo ela, um argumento para a revisão é o fato de que a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) deixou clara sua expectativa de que os rendimentos se recuperem de forma mais intensa do que previa inicialmente para a safra.

Ainda segundo o relatório, o mercado sucroenergético deve fechar o mês de outubro ainda com a oferta global apertada. Embora a moagem deva se recuperar nos próximos dias, ela espera que o litoral receba precipitações acima da média, o que dificultaria as exportações. Um embarque mais escasso limita a disponibilidade no curto prazo e oferece mais suporte aos preços do açúcar.

A previsão de novas precipitações para o mês de novembro indica que ainda podem ocorrer interrupções na moagem em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. “No entanto, ao olhar para a principal área de produção (São Paulo), as usinas podem estender sua janela de moagem até dezembro, já que as previsões são bastante favoráveis”, afirma a analista.

A moagem e as exportações indianas também devem retomar o ritmo a partir de novembro, o que deve aliviar o aperto de curto prazo e resultar em um momento baixista para os preços em Nova York.

No entanto, para que o adoçante saia e flua nos fluxos comerciais, segundo análise, o mercado precisa pagar a paridade de exportação indiana. O mercado indiano depende que os preços estejam calculados entre 17,8 cents por libra-peso e 18,3 cents por libra-peso, segundo a Hedge Point.

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