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MS emite licença ambiental para usina de etanol de milho da Atvos

A empresa, que já investe R$ 350 milhões na construção de sua primeira planta de biometano em Nova Alvorada do Sul, divulgou o pacote que prevê uma indústria de biometano e duas usinas de etanol de milho.
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O governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), entregou nesta quarta-feira, 10, a licença de instalação para o grupo Atvos implantar uma planta de etanol de milho na unidade Santa Luzia, localizada em Nova Alvorada do Sul.

O vice-presidente de operações da Atvos, Wilson Lucena, disse que a nova fábrica prevê investimento superior a R$ 1 bilhão e vai ampliar em 50% a produção de etanol do complexo já existente, que funciona a partir de cana-de-açúcar.

Com capacidade de processar 642 mil toneladas de milho por ano, a unidade produzirá 273 milhões de litros de etanol, além de 183 mil toneladas de grãos secos de destilaria (DDG) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

Segundo ele, a integração entre as operações de cana e milho permitirá produção ao longo de todo o ano, reforçando a eficiência operacional do complexo. “Acreditamos que esse investimento traz desenvolvimento para as comunidades e, obviamente, para o estado em geral”, disse Lucena.

O executivo ainda frisou que Mato Grosso do Sul é o estado mais relevante para a Atvos em termos de produção. O grupo tem 12 usinas espalhadas pelos estados de Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde possui duas unidades.

Riedel, por sua vez, agradeceu a Atvos “por mais esse gesto de confiança no estado”, ressaltando que o complexo industrial da empresa em Nova Alvorada do Sul, além de produzir bioenergia a partir da cana-de-açúcar, inicia até fim do ano a produção de biometano.

“Nossa estratégia de atrair investimentos é lastreada nessa boa relação que temos com o setor privado, na confiança”, disse o governador, acrescentando que o investimento representa “energia limpa, segurança alimentar, em última análise emprego, renda, desenvolvimento para as pessoas quando associado à Educação, e nível médio salarial mais alto”.

Lucena afirmou que a empresa prevê a geração de 2 mil empregos na fase de obras e, após o início das operações, pelo menos 100 trabalhadores serão contratados para a linha de produção, dando preferência aos moradores da região. A expectativa é concluir as obras em dois anos.

O gerente-executivo de relações governamentais da Atvos, João Pedro Cannavale Pacheco, agradeceu “os esforços do estado no desafio de lidar com demandas” e destacou o trabalho do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para expedir a licença no prazo estipulado.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do estado, Artur Falcette, afirmou que o Imasul designou uma equipe de fiscalização para trabalhar exclusivamente com os projetos do setor sucroenergético, o que tem dado celeridade aos processos.

“O Imasul segue um rigoroso processo de análise dos projetos com base na legislação vigente, ouvindo os interesses da comunidade e as particularidades do ecossistema local, sempre para evitar, minimizar e compensar eventuais impactos ambientais do empreendimento. É um trabalho criterioso e, ainda assim, os técnicos do órgão ambiental trabalharam com celeridade, possibilitando que a licença fosse emitida no prazo”, ponderou Falcette.

A licença traz uma lista extensa de condicionantes que a empresa precisa observar ou providenciar a fim de mitigar impactos ambientais e sociais, garantir segurança ao meio, além de medidas de compensação.

Etanol de milho em MS

Com a fábrica da Atvos, Mato Grosso do Sul passará a contar com quatro usinas de produção de etanol a partir do milho.

Conforme dados da Associação de Produtores de Bioenergia (Biosul), já operam as usinas da Inpasa em Dourados e Sidrolândia, além da CerradinhoBio, em Maracaju. Há, ainda, outras 19 usinas produzindo etanol a partir da cana-de-açúcar.

No último ciclo, foram produzidos 5 bilhões de litros de etanol por todas as usinas do estado, sendo 44% a partir do milho. Com a entrada em operação da nova planta da Atvos, esse percentual deve superar metade da produção total de etanol.

Governo de Mato Grosso do Sul | João Prestes

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