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Real desvalorizado pressiona açúcar e amplia vendas do Brasil no mercado internacional

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Desvalorização da moeda brasileira estimula exportações, enquanto avanço da safra no Brasil e maiores embarques da Tailândia pressionam as cotações internacionais

Os preços do açúcar fecharam em queda nesta quarta-feira (11). Segundo análise da Barchart, a desvalorização do real frente ao dólar, o avanço da produção brasileira e o aumento da oferta global contribuíram para pressionar as cotações da commodity.

No fechamento do pregão, o contrato do açúcar bruto com vencimento em julho de 2026, negociado na ICE de Nova York, encerrou cotado a 14,14 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,91%. Já o açúcar branco, negociado em Londres, fechou a US$ 476,80 por tonelada, com recuo de 0,51%.

De acordo com a Barchart, um dos principais fatores de pressão foi a desvalorização do real frente ao dólar. O enfraquecimento da moeda brasileira torna as exportações mais atrativas para usinas e exportadores, ampliando a oferta disponível no mercado internacional.

Outro elemento que pesou sobre os preços foi a queda das cotações do petróleo. Com a commodity mais barata, o etanol perde competitividade em relação aos combustíveis fósseis, o que pode incentivar um maior direcionamento da cana para a produção de açúcar e elevar a oferta global do adoçante.

Além das questões cambiais e energéticas, o mercado acompanha o avanço da safra brasileira. Dados recentes apontam aumento da produção de açúcar no Centro-Sul, sustentado por bons rendimentos agrícolas e maiores teores de sacarose, reforçando as expectativas de maior disponibilidade do produto ao longo da temporada.

A análise também destaca o crescimento das exportações da Tailândia, segundo maior exportador mundial de açúcar. O aumento dos embarques do país asiático amplia a oferta global e contribui para limitar movimentos de recuperação dos preços.

Apesar da pressão observada no curto prazo, o mercado segue atento às condições climáticas nos principais países produtores. Eventuais problemas na Índia ou na Tailândia podem alterar as perspectivas de oferta e trazer maior volatilidade às cotações nos próximos meses.

Com informações da Barchart

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